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Companheira(o) que carrega o pó da viagem,
Estivemos em Rondonópolis/MT na segunda etapa do projeto Datagro/B3. Preparei para você um relato sobre o que foi destaque na semana, além de um resumo do painel de análise de mercado e perspectivas, apresentado por Guilherme Jank/João Figueiredo. Imperdível. Abaixo, em versão compacta (escrita) e no áudio que você acessa no final dessa página. Segue…
- Temos preços aquecidos, e perspectiva de médio/longo prazo para lá de ótima. Mas cuidado, especialmente quando a alavancagem encontra custos elevados (reposição) e câmbio em queda. “O agro não quebra na baixa, o agro quebra na alta”
- Decisões frias na compra de animais de reposição, disciplina militar alemã na gestão de risco de preço e uma cuidadosa leitura técnica (separar boi de carne) são vitais para não “quebrar na alta”. É necessário saber dosar as expectativas positivas
- “A escassez é relativa: produtividade amortece o ciclo, não o apaga.” O mercado do boi vive um ciclo pecuário amortecido por produtividade, com escassez relativa, onde a pressão da oferta de gado gordo para abate diminuiu bem nas últimas quinzenas (especialmente dos machos para abate), mas não há “falta estrutural”
- Clima: os modelos estão totalmente divergentes a partir de abril e isso eleva incerteza, com possibilidade de encurtamento da janela de pasto. Alterações podem virar “baile de um milhão” se o clima virar; estruture planos alternativos de pasto vs. cocho.
- Escalas baixas decorrem em parte de chuvas regulares, possibilitando retenção de gado no pasto. A oferta está pequena, mas está de fato recuada.
- “Boi é uma coisa e carne é outra: os dois são relacionados, mas não são a mesma coisa.” O início do ano teve abate menor e exportação maior, ou seja, menos carne disponível aqui, resultado: carcaça casada em recorde em SP, subindo na falta. O repasse de preços testa limites. A carne do boi de R$ 350 ou mais está apenas começando a chegar na ponta final da cadeia e na exportação
- Custo de reposição: a decisão mais crítica do ano, pois é ~80% do custo do confinamento (SP). Nesse contexto, acertar a compra determina o resultado; evite o “barato que sai caro”
- “Cuidado com aquilo que a gente não controla: o câmbio complica muito rápido.” Na exportação, a paridade dólar/@ começa a testar seus limites. Indefinição sobre como ficará a questão China preocupa.
- Temos que “contar a verdade”, com fatos e dados, contra ruído e torcida; euforia com “boi na estratosfera” ignora riscos e estressa custos. Disciplina na compra de reposição (padronize compra em R$/kg vivo) e hedge na ponta dos dedos (especialmente do final da safra de pasto) são vitais em 2026. Atenção ao planejamento climático e operacional de pastagem.
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