Voltamos para a velha e boa oferta x demanda (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 6 de Novembro de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Depois de praticamente 60 dias, voltamos a pautar o mercado da arroba com os conceitos ligados à relação oferta x demanda. Não que as vendas para a China tenham voltado, pelo contrário. Mas tudo tem o seu preço de equilíbrio, e o boi brasileiro não é diferente (com ou sem China na carteira de vendas).

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Antes de elaborarmos o tema principal, só vou dizer mais uma coisa sobre a questão “China off”: mais uma vez a “data mágica” não funcionou. O dia 05/nov estava eleito na cabeça de muitos como a data do retorno, mais uma das datas assumidas sem qualquer fundamento pelo mercado, talvez mais arraigado em esperança do que em qualquer outra coisa. Tudo permanece absolutamente incerto. Pode ser resolvido hoje ou daqui há alguns meses apenas. Brasileiros exportadores e chineses importadores seguem no escuro e perdidos. As sinalizações obtidas do governo chinês, entretanto, são bem desanimadoras. É o que tenho para dizer, nesse minuto (reforço que tudo pode mudar na hora seguinte). Meu melhor conselho: esqueça esse assunto! O dia que voltar, voltou e ponto final! O mercado físico resolveu fazer isso e está conseguindo uma forma de trabalhar, inclusive tendo colocado um fim na perna de baixa da arroba.

Como disse no início, chegamos a um ponto de equilíbrio! Adiantamos aos assinantes na última terça, pontos importantes que fizeram o boi achar o fundo e colocar o nariz para cima:

1.    O fluxo de negócios diminuía muito quando as ofertas ocorriam nos pisos de preços das praças (ex.: R$ 240,00 ou menos em GO; R$ 260,00 ou menos em SP);

2.    Aparentemente, o pico de oferta de gado está no retrovisor para estados com menos cultura de confinamento (ex.: MS), embora, ainda tenhamos grande volume de gado represado em cocho (atitude temerária), em estados com cultura de confinamento pujante (porém o gado está concentradíssimo na mão de poucos);


3.    O ambiente de margem de abate positiva retornou, tanto no mercado interno (a carne caiu muito menos que a arroba), quanto no mercado externo (dólar nas alturas). Os frigoríficos menores estão muito ativos na compra de boiadas, mas há também grandes indústrias à procura de animais para abate com bem escalas curtas.

Voltamos a pensar em oferta x demanda como fator determinante dos preços da arroba. Os próximos dias serão fundamentais para respondermos à pergunta do momento: qual será o novo ponto de equilíbrio da arroba, pensando no mercado interno e nos mercados externos que temos à disposição (estamos muito competitivos, por sinal)?

Algo me diz que o primeiro objetivo seria entre R$ 270,00 a 280,00/@ no curtíssimo prazo (base SP, à vista), podendo evoluir mais, a depender do preço do atacado da carne com osso, esse sim fundamental para a gente saber onde será o próximo ponto de equilíbrio. Achamos o fundo e agora o novo objetivo passa a ser com o nariz acima. Haverá muita discrepância entre os estados, em função do nível de confinamento de cada um.

O mercado futuro terá muita emoção e provavelmente permanecerá com muita volatilidade. Há uma certa euforia na bolsa que não encontra total ressonância no mercado físico. Alguma modulação nesse sentido pode aparecer.

Perguntas importantes: a reposição, como ficará? Para mim, aquece imediatamente. Quem “desconfinou”, vai “reconfinar”? Aí, a decisão é individual e muito mais emocional do que racional. Vamos em frente. O game agora é o mercado interno e outros mercados de exportação. Segue o jogo!

Rodrigo Albuquerque

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