Você registra a aplicação de medicamentos veterinários? (Resultado pesquisa dataBOI_iBoipe 5)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 7 de Novembro de 2018

Companheiras(os) que carregam o pó da viagem,

Na última parcial divulgada a respeito de uma pesquisa conduzida por nós, enfocando o uso de produtos de sanidade/reprodução animal, vimos que 88% dos entrevistados dizem NÃO haver um bulário disponível para consulta nas fazendas. Logo, há poucas chances de se conhecer com fidelidade (entre outras coisas), o período de carência* de medicamentos usados. *Obs.: tempo mínimo entre a aplicação dos medicamentos e o abate dos animais, visando evitar a presença de resíduos indesejáveis na carne.

E a coisa fica mais assustadora ainda, do ponto de vista sanitário, quando ficamos sabendo quase a metade dos produtores dizem NÃO anotar em qual animal ou em quantos animais de uma data categoria, um medicamento foi aplicado. Sim, em 44% dos casos, o uso destes produtos não fica registrado em nenhum lugar. Para complicar mais, em outros 13% dos casos, a anotação tem grande chance de ser ineficaz, porque fica com o pessoal de campo (digo isto, porque esta turma normalmente tem procedimento falho nesta tarefa, fato natural, porque o arquivamento de anotações zootécnicas não deve fazer parte da rotina de campo de uma Fazenda, ao meu ver). Temos aí, portanto, 57% dos entrevistados.

Em outros 29% dos casos, o registro fica com o pessoal do escritório, procedimento mais seguro, porém tende a deixar a informação menos disponível onde ela deve ser usada (num curral de embarque de gado para abate, por exemplo).

O modo informatizado, que é a forma mais eficiente de registro (confiável e disponível quando e onde é necessário), compõe apenas 14% da amostra entrevistada!

Sei que a identificação individual e a informatização não fazem parte da maioria das propriedades, e isto é um sério dificultador. Temos aí um enorme desafio com relação à observação do período de carência de medicamentos veterinários e, consequentemente, à parte sanitária do produto que produzimos: a carne. Não por acaso, nosso passado recente mostra problemas de resíduos em exportações para mercados mais exigentes (como os EUA, por exemplo). Vamos mudar a realidade e fazer nossa parte? Já tem muito boteco informatizado!

Fonte da informação: Notícias do Front, pesquisa dataBOI/iBOIpe 5 realizada entre 24/05/18 a 30/05/18, representando um rebanho de 2.451.147 cabeças ao redor do Brasil. No final da etapa de vacinação de maio/18, coletamos as respostas que estrategicamente divulgamos agora, em função da vacinação de novembro/18 (nos próximos dias, mais resultados interessantes serão divulgados).

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