Uma possível curva de preços para a arroba ao longo de 2019 (Blog MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 18 de Janneiro de 2019

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

O boi não está subindo, caindo, estável! O boi subindo, E caindo, E estável, na dependência da praça. Esta heterogeneidade, dita aqui na semana passada, aumentou bastante. Onde há tradicionalmente animais terminados a pasto e/ou necessidade de alívio de pastagens e/ou oferta consistente de fêmeas, houve queda de preços (ex.: MS e MG). Há praças em estabilidade, como SP. Há praças em aquecimento, como GO, partes do MT e principalmente o RS, a maior de todas (gauchada está toda faceira da vida). É o continente chamado de Brasil!

A ressaca da venda do atacado (com e sem osso) está típica, com o traseiro perdendo mais força que o dianteiro (frango, suíno e até o ovo estão sofrendo). O nível de consciência financeira baixo do “povo e da póva” (gastos excessivos nas festas) é também acompanhado pelo baixo “estoque de cascaio no borso”. A perda de poder de compra do cliente final faz a venda de carne da indústria perder embalo, de modo que é natural (e até saudável para a saúde da cadeia) este elo tentar repassar a “batata quente”. Quem exporta vai falar que o dólar caiu, faz parte do discurso..., hehehe. Para intensificar mais um pouco a dificuldade de escoamento da produção, o varejo resolve subir preços e recuperar margem agora. Resultado: a ponta final sente mesmo!

O fato é que muitos diferenciais de base estão abrindo (como MS e GO, para citar dois) e que o poder do pecuarista existe, no sentido de refutar pressão. A primeira queda de braço está instalada! Não há muita andorinha (boiada gorda) para fazer verão (pressão), e por isto mesmo, a média Brasil da arroba do boi a prazo e livre variou +R$ 0,03 na semana, fechando em R$ 142,62, totalmente lateralizada (dados Scot/IBGE, adaptados). E segue o jogo!

Sabe aquela sua tia fofoqueira? Todo mundo tem uma. O mercado também: a BMF! Vamos dar uma olhada no que ela está falando, sua “lombriga” está doida para saber como será o futuro, não é? Ela projeta alta? De quanto? Qual o canal de vendas (mínimo/máximo) do ano? Safra e entressafra estão bem precificadas? Há alguma (provável) oportunidade na bolsa? Enfim, navegamos por estes mares no Front Premium. Torne-se um assinante, saiba mais e saiba antes, além de ajudar ao Hospital de Amor, de Barretos/SP (6 a 8% da assinatura é repassada para a Fundação Pio XII, mensalmente). Até a próxima semana!

Fotos da semana: as curvas da longa estada da vida boiadeira e duas fotos do céu de Goiânia, uma delas, com uma chamada especial no nosso Instagram @noticias_do_front.

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