Um boi, dois mundos... (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 20 de Março de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Mais uma semana maluca e incerta! O enredo não mudou, ou seja: tivemos recordes de preços de arroba, bezerro, carne e milho, mas a semana começou de um jeito e acabou de outro.

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Vimos a carne melhorar de cotação no atacado, o que animou aparentemente as indústrias a subirem um pouquinho mais a “pauta” das negociações da arroba, pois as escalas continuam bastante desconfortáveis para a compra de gado dos frigoríficos.

Do lado externo, há mais de um mês, vem sendo travada uma “briga” comercial terrível, pelo motivo da indústria nacional tentar repassar o aumento de custo da arroba para os importadores. Percebemos que desde então, os importadores tem comprado a preços maiores, porém com alguma redução de volume, e da mesma forma vemos os frigoríficos reduzindo a aceitação de pedidos de vendas, forçando o aumento do preço. Algumas informações começam a dar conta de que devagarinho a fluidez dos negócios tem aumentado, concretizando incrementos importantes de valores na tonelada de carne exportada. Em alguma medida, isso foi sinérgico ao leve aumento do atacado interno e ajudou a arroba a subir mais um “golinho”.

Dessa sorte, vimos o boi de R$ 300,00 (ou muito perto disto) aparecer em estados nos quais até então não tinham experimentado essa sorte, como o Mato Grosso do Sul e Goiás.


Porém, o profundo agravamento da pandemia que se abateu em solo nacional aliado a decisões antagônicas de política monetária na economia norte americana e brasileira fizeram a semana terminar com dois mundos diferentes para a arroba: o físico e o futuro.

Sobre a pandemia, não é necessário elaborar. Sobre a questão monetária, a sinalização do FED de que não vai aumentar juros e a decisão oposta de aumentá-los no Brasil (em uma velocidade que surpreendeu) fez o câmbio cair, refletindo nas commodities, inclusive as agrícolas (milho/arroba). Em adição, a perda de sustentação do petróleo e a posição sobre-comprada de pessoa física fez deflagrar um movimento de correção na B3 (boi e milho).

Entendemos que esse é um movimento de “stop” dos comprados e de correção técnica, onde sobra emoção e falta razão, mesmo porque, de outra sorte, nenhum reflexo nesse sentido existe no mercado físico do milho e do boi gordo, pelo contrário, a firmeza é grande e segue.

Claro que o dólar valorizado está sendo desafiado e isso merece atenção. Mas os fundamentos que entregam firmeza às commodities vão muito além. O buraco parece ser bem mais embaixo, em um mundo regido pela mais absoluta escassês. Quer mais detalhes? Recomendo fortemenete esse podcast do Alexandre Mendonça de Barros: https://open.spotify.com/episode/4MN7vYsVN3rg3jmePsn64H?si=LIL8mYXEQ4ODgtGILo9htg&utm_source=whatsapp

Até a próxima, saúde e luz! Grato, Rodrigo Albuquerque!

Obs.: nenhum conteúdo do Notícias do Front deve ser entendido como recomendação de venda/compra de qualquer ativo ou derivativo agrícola, mas sim como opiniões pessoais, compartilhando algumas vezes nossa própria carteira de investimentos.

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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