Tópicos Painel Macroeconomia, Encontro Analistas Scot (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 26 de Novembro de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Sobre o mercado, reafirmo o que eu disse no último parágrafo da semana passada: “1. O boi não achou o novo ponto de equilíbrio, ele pode ir mais acima um ‘cadinho’, mas o limite não aparenta estar muito distante; 2. Bom momento para realizar vendas no físico, aos poucos, procurando fazer média para cima, afinal de contas, não se esqueça que é sempre melhor vender ao som de violinos e comprar ao som de bombas”.

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Houve algumas máximas novas, especialmente nas praças, novamente estreitando (ou até zerando em alguns casos) o diferencial de base que havia aberto muito. Em linhas gerais, seguimos testando o limite máximo desse movimento construtivo de preços.

Vamos então usar esse nosso tempo em um resumo concentrado com alguns pontos importantes do Painel Macroeconomia do Encontro de Analistas da Scot Consultoria, ocorrido em formato híbrido, na última quinta, em São Paulo. Bora?

1.    “Em 2022 vemos uma perspectiva econômica difícil, com desafios e incertezas na demanda. Vemos algum alívio no milho, porém com estoque global reduzido não há muito espaço para reduzir custo... Será essa a luta: pressão de custo de commodities em alta confrontando para esforço na venda da carne” (Pedro Parente)

2.    “A China será sempre um grande cliente, principalmente em carne bovina, mas o Brasil precisa diversificar. E para isso, precisa olhar o que a sociedade global quer: volume, qualidade e respeito ao meio ambiente” (Sergio De Zen)

3.    “Os preços agrícolas tendem a entrar em uma tendência de estabilização porque parou a irrigação de liquidez nas economias... esses preços não vão dar outro salto. Os custos, por outro lado, não pararam de subir. Portanto, a margem de produção que foi muito alta recentemente, vai se reduzir nos próximos ciclos produtivos, trazendo equilíbrio ao mercado” (Sergio De Zen)


4.    “Um dólar de 4.20 é onde o câmbio estaria, pensando nos parâmetros que tínhamos no pré-pandemia. Mas o flerte do Brasil com o risco fiscal joga ele muito acima. Penso que o câmbio deve ficar estabilizado aí em cima, pois o governo perdeu o poder de política econômica, que hoje está nas mãos do centrão. A volatilidade está contratada para 2022, é ano de eleição, mas não tem como o dólar desviar muito para cima, nem muito para baixo de onde está” (Zeina Latif)

5.    “Vejo um desejo de auto suficiência em suínos e aves na China. Não vamos ver os mesmos volumes importados por eles, vistos no passado recente. Precisamos de muita diplomacia para abrir mercados protegidos por políticas comerciais travestidas em preocupações ambientais” (Pedro Parente)

6.    “Não estamos mal do ponto de vista ambiental e nem da nossa matriz energética, na prática. Essa pressão ambiental vem pelas novas gerações e é muito bom que isso exista, no fundo. Claro que temos que encarar uma agenda contra o desmatamento, a redução de metano, a melhora dos pastos, etc... Até a China está lidando com isso agora. Eu confio no Brasil, no nosso modelo. Não é o Brasil que está com imagem ruim, é o governo do Brasil que está mal na imagem” (Zeina Latif).

Um resumo completo do excelente painel, feito em áudio, foi disponibilizado aos assinantes via podcast exclusivo (no nosso portal). Espero que esses pontos ajudem você nas suas decisões...

Grato, Rodrigo Albuquerque

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CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:

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