Tá todo mundo com medo de ficar sem... (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 9 de Abril de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Mais uma semana se passou, ficamos temporalmente mais perto da afamada safra de bovinos (maio), mas na realidade parece que estamos cada vez mais distantes.

Em alguns locais, especialmente aqueles que pagaram para cima, vimos uma melhor fluidez das escalas, a exemplo de São Paulo e Goiás. Na terra do pequi, a nota foi arredondada em R$ 300,00, algumas plantas fizeram mais dias de escala, mas o preço não arredou.

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Outro destaque foi a consolidação do milho de R$ 100,00 na bolsa para o mês de maio. O contrato do milho julho flerta em ficar acima do físico atual (que é de R$ 95), mesmo com sendo esse mês o início da disponibilidade da safrinha. Parece um enorme contra censo, mas é o que temos para hoje, e dá a exata noção da firmeza que está esse mercado.

Por falar nisso, conversando com o amigo Ricardo Heise, acabei psicografando a mensagem principal da semana: esqueça a lógica até então consolidada na sua mente sobre os mercados em que tem operado. Estamos vivendo um mundo diferente nos negócios atualmente, uma situação absolutamente incomum depois do advento da integração intercontinental das cadeias de suprimentos globais... Estamos vivendo no mundo da escassez.


O mundo dos negócios ficou de joelhos com a pandemia. Ex.: está faltando chip para montar carro e montadoras estão parando porque a produção global de meses atrás mirou a entrega de chips para smartphones. Agora vem o efeito rebote, justamente num momento em que a logística marítima internacional está em seríssimas dificuldades (pioradas recentemente por conta de um navio encalhado em Suez, como você sabe). O aço para produzir os carros mais do que dobrou de valor e mesmo assim não se encontra em volume.

Estima-se que quase 75% das indústrias estão seriamente afetadas por falta de matéria-prima. Se não entra matéria-prima de um lado, não sai produto acabado do outro. É o que chamo de universo da escassez. A oferta curta, assume o controle e os preços “supitam prá riba”. É assim em quase todos os setores: falta vacina, aço, chip, cimento,... Na cadeia pecuária não é diferente.

Consequências? O criador está com medo de FICAR SEM a melhor negociação do ano para a sua disputadíssima safra de bezerros, e assim “enderece”; o recriador tem medo de FICAR SEM a reposição do próximo ciclo produtivo, e paga mais do que gostaria; o invernista faz o mesmo com o boi magro e ainda morre de medo de FICAR SEM insumos para o confinamento a ponto de abarrotar os confinamentos grandes e "ralear" os pequenos; o frigorífico, em altíssimo nível de ociosidade, mesmo fazendo um pouco mais de escala não força preços para baixo, com receio de FICAR SEM a próxima fornada; o atacado e exportação, para não FICAREM SEM giro, compram menos, mas pagam para cima, seguidos na mesma linha pelo varejo e consumidor.
De tanto receio de FICAR SEM, todos acabam FICANDO COM... MEDO. Daí, fazem e/ou planejam fazer coisas que jamais imaginaram. Cuidado para a emoção nas afastar a razão de suas decisões. Isso pode custar caro logo ali.

Sem mais, saúde, saúde, saúde. Grato, Rodrigo Albuquerque.

Obs.: nenhum conteúdo do Notícias do Front deve ser entendido como recomendação de venda/compra de qualquer ativo ou derivativo agrícola, mas sim como opiniões pessoais, compartilhando algumas vezes nossa própria carteira de investimentos.

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:




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