Tá derramado (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 4 de Dezembro de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Até a semana passada tínhamos perdido o embalo da alta e observado uma queda não tão intensa até mesmo em se pensando no vigor do aquecimento de preços vivido nos últimos seis meses. Mas agora derramou!

Ocorreu um dos cenários que temíamos, descrito no último episódio: “caso a carne tenha que ser desovada no mercado doméstico após o pico de vendas para o nosso consumo de festas, poderemos ver o atacado ceder de maneira mais importante e aí sim, um maior tombo pode ser imposto à arroba (os frigoríficos menores recuam aí)”.

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Desta forma, a arroba cedeu fortemente tanto no mercado físico, quanto no futuro. Pela natureza do futuro, ele desceu mais, tal como uma figura de livro para quem quer aprender a lidar com este “bicho financeiro”. Em momentos como esse, a porta de saída é pequena e as cotações exageram na baixa (assim como fizeram na alta).

O cenário destrutivo de preços vem de várias frentes, a saber: 1. a bolsa em sangramento constante, segue perdendo suportes que pessoas experientes do mercado consideravam muito fortes (isto afeta o psicológico de quem tem boi a venda ainda); 2. o dólar entrou num movimento forte de desvalorização frente ao Real, contribuindo para perda de sustentação do mercado físico decisivamente face ao impacto na demanda externa (terminamos a semana consolidando câmbio abaixo dos 5.20 – nossa arroba caiu menos em dólares); 3. Incrivelmente as escalas andaram muito fortemente, impulsionadas por oferta em regiões que não esperaríamos tamanha intensidade, exemplo do MS, PA e RO (a cultura de tratar de gado, vai se alastrando pelo Brasil e é fato que havia represamento); 4. O menor dinamismo (sazonal e esperado) nos embarques externos direciona mais carne para o mercado interno; 5. O atacado bovino recebendo maior volume, está cedendo com intensidade não vista até então, tirando a força dos frigoríficos de menores que se mantinham “na ativa” (aí fica mais fácil para as indústrias maiores fazerem o que elas tem competência de sobra: pressão).


Em resumo: o mercado está menos comprador, menos ávido, pois tanto do lado externo, quanto do lado interno, as programações mais intensas de pedidos de carne para as festas já estão no passado. Pense: você até pode comprar um tender de Natal no dia 25/dez às 21h no supermercado, mas só compra se estiver com desconto. É mais ou menos assim.

A medida que as escalas se aproximarem das festas, menos interessado o comprador ficará, visto que ninguém quer passar estocado de carne para o mês de janeiro, que normalmente vem acompanhado de sua tradicional ressaca no consumo!

O mercado está procurando chão firme novamente, apalpando o fundo e aparentemente ainda não o encontrou. Para quem se protegeu, isto não é problema! Um abraço e até a próxima semana...

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:


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