Por que temos que culturar manejo de pasto? (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 14 de Junho de 2019

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

O mercado estava igual tartaruga com relógio nas cotas: não via a hora! Desde segunda, havia uma dicotomia: aqueles que não queriam comprar gado para abate e que muitas vezes pregavam terrorismo ao produtor (há muitas exceções, claro), jogando o preço entre R$ 3 a 5,00/@ abaixo do nível de 29.05.19; outra parte, pressionava o bovino sim, mas sem terrorismo e pagava, no limite, os preços praticados antes da celeuma... A escala foi encurtando... A panela de pressão foi no limite e a expectativa (ou esperança) de reabertura foi aumentando, até culminar com a boa notícia da quinta: a reabertura para a China de fato ocorreu.


A tendência é que os preços partam do patamar de onde estavam, mas com um agravante para quem precisa comprar gado gordo: o efeito “contragolpe” do pecuarista, que foi acuado com um discurso irresponsável (não generalizando) e agora, está “em cima do arreio”. Por outro lado, há algum nível de oferta represada. Deste balanço sairá o veredito. Minha opinião: não tem “laceio” para baixa, mas também não deve imperar a euforia nesta arrancada. A verdade é que a onda de baixa (em 29.05.19) já estava no fim e é isto que deve prevalecer, fato! Estamos no final de safra, mas agora as forças se equilibraram! Enquanto isto, o milho voltou a "fazer arte", como um mineirinho-quietinho, já que ninguém estava com foco nele...

Devemos esquecer os erros, mas nunca as lições! Quais os aprendizados? São dez: “o futuro é sempre opaco”, logo proteção de preço é sempre indispensável; ninguém sabe o destino do mercado (o imponderável sempre ocorre); acordos bilaterais são importantíssimos e devem ser analisados com lupa; saber negociar é uma qualidade indispensável ao MAPA e à indústria brasileira; a OIE é autoridade máxima que deve ser respeitada; ter um mix de venda equilibrado é o melhor dos mundos; não cabe mais o discurso dos “mercadores do medo” junto ao pecuarista, que hoje está conectado 24h por dia (o efeito rebote tem a mão pesada e fala-se em férias coletivas das vendas de gado gordo); quem chega primeiro toma risco pois bebe água limpa, mas também atola; dar um passo atrás pode ser a certeza de poder dar dois adiante (o Brasil sai fortalecido, viva a Ministra Tereza); a rota da pecuária é positiva (próximos 24 meses)!

Mais do que nunca, em alto e bom som: segue o jogo!

Por fim: em quem o espírito da Mãe Dinah incorpora no mercado? Toda instituição, de qualquer natureza que seja, tem uma cultura. O que é a cultura de uma empresa, de uma fazenda? Porque a dita “cultura” é importante no mundo dos negócios? Porque temos que “culturar manejo de pasto”? É o que os assinantes saberão de imediato! Até a próxima!

Fotos em destaque: palestra realizada na Fazenda Nossa Senhora da Guia, em Firminópolis/GO, do Sr. Alcides Basílio, Fernando e família, durante a reunião mensal da Associação Grupo do Boi, de Goiânia. Agradecimentos a todos os ensinamentos que o Sr. Alcides Basílio e família fazem diariamente à pecuária goiana. Detalhes no nosso Instagram: @noticias_do_front.

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