Para falar do físico, vamos focar no futuro (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 17 de Outubro de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Desta vez o destaque vai para o mercado futuro, mesmo porquê pouca coisa mudou no mercado físico, que continua firme (houve novas máximas em praticamente todas as praças).
A oferta segue curta, mas percebe-se que estados com menos tradição em confinamento e proporcionalmente com mais plantas habilitadas China, tem preços despontando mais (ex.: PA). De outra sorte, estados com mais tradição em confinamento e um pouco menos de plantas China, tem menor efervescência de preços. Os diferenciais de base refletem isto (GO abrindo e PA bem fechado). É uma questão sazonal e esperada, ver escala fluindo um pouco melhor em Goiás, p.ex., mas não se engane: não há sinal de sobreoferta duradoura em nenhum local.

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Com relação ao gado magro, da mesma forma: firme em todo o Brasil! Digo mais: começo a receber relatos de pessoas que ainda não fizeram a reposição e estão iniciando a procura, pois as águas estão chegando e já se convenceram de que o gado magro não deve corrigir. Eu penso que deve haver aumento da firmeza nas negociações no magro...

A demanda interna vai enfrentar o teste do meio do mês, mas sinceramente, não temo pelo seu desempenho vide a venda de papelão ondulado, que esta 15.4% acima do ano passado (ele é um bom indicativo da movimentação da economia). Frigorífico com carteira de mercado interno não muito sólida, está sentindo, mas também nada diferente da sazonalidade esperada.

Os dados iniciais dos volumes de carne embarcados em outubro mostram que a exportação segue seu caminho, projetando o aumento de vendas característico da China nesta época (pico de volume). Existe uma sazonalidade muito característica do nosso maior importador, basta analisar os últimos anos. Daí nasce o fato fundamental para a precificação da arroba do segundo semestre: a maior demanda asiática encontra o pico de nossa entressafra... é o encontro da fome com a vontade de comer (para o boi subir).


Desta (doce) coincidência nasce o destaque deste MiniFront, como dito no início: os contratos futuros de outubro e novembro descolaram do mercado físico violentamente. Novembro, inacreditavelmente, chegou a estar R$ 13/@ acima do contrato de outubro e R$ 17/@ acima do físico. Em geral, eles devem estar mais próximos na virada de mês, olho atento! O indicador terá que subir muito fortemente nos próximos dias para sustentar tamanho ágio em tão pouco tempo para os vencimentos dos contratos, nada impossível, mas tem que ocorrer. Um efeito prático disto pode ser o deslocamento de parte do gado de abate de outubro para novembro, visto que há um belo incentivo da bolsa para isto.

Diz um velho raciocínio do mercado financeiro, que a bolsa exagera quando o movimento é para cima e também exagera quando é para baixo. Tenho sentimento que ainda temos cerca de 30 a 40 dias de bons ventos no físico, mas o mercado futuro não é uma reta e as oportunidades aparecerão independente do que ocorre no mundo de carne e osso. Segue o jogo!

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:

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