O mercado em compasso de espera (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 18 de Setembro de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Estamos há 18 dias sem abater bois China e há 15 dias sem embarcar carne bovina para o gigante asiático, portanto dessa vez está mais custosa a solução da EEB atípica (era essa a realidade às 12h do sábado, 18/set, quando fechamos a edição desse episódio).


Os frigoríficos estão personalizando as atitudes de volume de abate, preços, remanejamento de parcerias, férias coletivas, de acordo com as certificações de cada planta.

Da mesma forma, os pecuaristas estão escolhendo entre abater a preços menores (entre R$ 5,00 a R$ 18,00/@ a menos) ou aguardar por uma solução, de acordo com a situação de caixa, estoque de insumos e as questões zootécnicas de cada lote.

Tivemos algumas reações negativas com relação a outros mercados, mas nada que impeça que os frigoríficos voltem a “girar”. E é isso que as indústrias estão tentando fazer, mesmo porque o mercado interno segue. Se a bicicleta ficar parada, ela cai.

Na realidade, essa suspensão temporária de exportação não é mais uma questão de retorno dessa certificação, porque isso vai ocorrer, uma hora ou outra. Tudo isso virou uma questão de gestão de estoque. Analisemos a seguir...

O que vai ser feito com a carne que foi produzida e certificada para a China, mas que não foi embarcada? Como vai ser a dinâmica de retorno dos abates China devido ao represamento dos bois prontos no confinamento há mais de duas semanas? Como vai ser a agilidade do retorno da logística marítima na reativação dos embarques? Como vai ser a agilidade da emissão dos certificados de exportação das cargas por parte dos fiscais do MAPA?


Todos os elos da cadeia estarão lidando com gestão de estoque nas próximas semanas. E são estoques caros. Das respostas dessas perguntas é que sairá o nível de preço da arroba no pós-problema, portanto, quando ocorrer a liberação dos embarques de carne para a China, não estaremos diante do final dessa questão, mas sim, diante do seu desenrolar. É o que penso!

Para finalizar: ao invés de dar voz para as narrativas das teorias da conspiração que ecoam nos grupos de zapzap aos montes, nas duas últimas semanas, procuramos agir em termos da nossa gestão de risco. O que conseguimos? É isso que compartilho nesse FDS com os assinantes do Front Premium.  Por ora, o mercado segue em compasso de espera.

Rodrigo Albuquerque

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