O futuro saiu na frente, como esperado! (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 21 de Maio de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

O mercado pecuário foi bastante agitado, a roseira chacoalhou nessa semana! Vamos aos destaques para a gente poder fazer nossa tradicional reflexão semanal. Aqui vai:

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1.    Começamos pela bolsa, talvez o grande destaque da semana... Nessa sexta, o contrato de junho orbitou ao redor R$ 323,50/@, ou seja, cerca de R$ 7,50 acima da semana anterior (a alta chegou a R$ 10,00, mas arrefeceu um pouco). Vale lembrar que o mercado físico ficou praticamente estável, o que é normal, visto que em geral o futuro antecipa o físico em uma a duas semanas. Esse foi um sinal importante que faltava;

2.    Um dos gatilhos da alta do boi na B3, além da perspectiva de baixa oferta de boiadas em junho/julho (já dita aqui diversas vezes) foi a saída de cena da Argentina quanto às exportações (restrições temporárias do governo) e as complicações que a pandemia está causando na cadeia de proteína vermelha da Índia. A combinação de uma possível melhora nos embarques com uma oferta potencialmente restrita, impulsionou as cotações de maneira muito intensa e rápida, mesmo na ausência de reação do físico;

3.    Toda a curva futura foi inflada de modo que a entressafra pôde ser precificada por R$ 350,00/@, para quem optou por travar a entrega de um boi em outubro, considerando a cotação da bolsa adicionada de Funrural. Essa é uma das funções da bolsa, gerar oferta, mas a pergunta é: a margem que esse preço proporciona, emociona você?

4.    Com a alta da curva futura da entressafra brasileira, um fato inusitado se tornou realidade: considerando os contratos futuros de outubro, o boi do Brasil ficou mais caro que o americano, fato que eu nunca imaginei ver tão cedo na minha vida...


5.    Voltando ao contexto da demanda externa, notícias dão conta de ofertas cada vez mais altas para a Ásia, o que causa consequências variadas nos importadores, que vão desde espanto até aceitação irrestrita e imediata dos preços majorados;

6.    O milho encerrou a semana pressionado por motivações externas e de clima, com o possível retorno de chuva nas duas últimas semanas de maio. As roças seguem com a perspectiva de alto índice de perda no geral, e com muita irregularidade de condição produtiva (há roças com 100% de perdas e roças que vão produzir bem).

7.    Indiferente às duas frentes frias vindouras que trazem perspectiva de melhora de umidade, o clima seco predomina no Brasil Central, evidenciando problemas para quem não trata o pasto como lavoura. Esse fato tem trazido algumas ofertas de reposição abaixo dos valores até então vigentes, especialmente para lotes pequenos;

8.    A arrecadação federal em abril foi a maior da série, renovando mais uma vez o recorde, como vem ocorrendo mês após mês. Perspectiva de uma demanda interna no segundo semestre bem melhor, com mais atividade econômica, entra definitivamente no radar;

Esses movimentos intensos tem deixado o clima de nervosismo no ar. Intensa sensação de incerteza. Faz parte do momento. Há a percepção de uma espécie de buraco negro nas certezas que habitavam as mentes. Todo mundo parece perdido. Você está se sentindo assim? Eu lhe digo: calma! Existiria um problema se você estivesse carregado de certezas!

Concluo que o filme do mercado revelado nos últimos sete dias tem muita aderência ao encerramento do MiniFront anterior: a safra dá nítidos sinais de enfraquecimento e em breve os pessimistas estarão sobre pressão!

Até a próxima! Saúde, saúde, saúde, Rodrigo Albuquerque!

Disclaimer: nenhum conteúdo do Notícias do Front deve ser entendido como recomendação de venda/retenção/compra de qualquer ativo, título ou derivativo agrícola, ou ainda como recomendação de investimento, mas sim, deve ser entendido meramente como opinião pessoal na data da sua publicação.

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