O equilíbrio de preços vai aparecer (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 5 de Fevereiro de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Faz muito tempo que o mercado pecuário não caminha em estabilidade. Recordemos: do final de maio até início de novembro/20, a fortíssima curva construtiva de preços deixou a tensão no ar, seja para quem vendia (pois poderia ter vendido melhor uma semana depois), seja para quem comprava (vendo a inflação diária impactar cabalmente seu custo de produção). Isto ocorreu na reposição, no boi gordo e no atacado.

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Entre 12/nov e 15/dez, o cenário foi idêntico, porém invertido. A arroba perdeu sustentação fortemente, como muitos duvidavam. Beijou a lona dos R$ 260,00, mas não concretizou o sonho de consumo da indústria dos R$ 250,00/@ em São Paulo.

E para quem duvidava do bovino, em pouco mais de 30 dias (entre 15/dez e este início de fevereiro), a arroba voltou a disparar não só atingindo, mas também rompendo, a marca de
novembro. E foi novamente acompanhada pela reposição e pela carne.

Depois de meses “supitando longamente pra riba” e “derrisando bruscamente para baixo”, a sensação que dá (como dissemos no último episódio), é que todo mundo está tenso. E digo mais: a tensão vem porque não ficou bom para ninguém, com uma única exceção.

Sabe qual é? O sujeito da cria ou do ciclo completo que investiu fortemente nos últimos 10 anos em genética e pastagem. Este sujeito está numa posição extremamente privilegiada. Porém, olhando um pouco mais atrás, veremos que ele sofreu como nenhum outro para chegar até aqui. Detalhe: se a fazenda for grande e a família for pequena, aí é festa todos os dias, rs!

Uma das consequências do mercado trabalhar tanto tempo assim sem encontrar ao menos um suave equilíbrio de negócios, é que começa a diminuir a vontade dos players em fazer grandes posições comerciais. A liquidez cai e os negócios travam!


Um sentimento começa a tomar forma de que este dito equilíbrio pode estar próximo. A reação da bolsa ao atingir nessa semana os R$ 300,00/@ como máxima, mas não o sustentar, pode ser um indicativo de uma certa estabilidade à vista.

Não acredito em queda da arroba, mas parece a corda está esticada para continuar a “tuada”. Acho que uma estabilidade (no patamar onde estamos ou próximo) iria fazer os negócios fluírem mais, e isto seria bom para todos. Eu acredito que o equilíbrio de preços vai aparecer, por mais que não somos capazes de enxergá-lo. Eu o vejo próximo, em iminência.

Até a próxima semana, torcendo para que você esteja com saúde!

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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