O curto prazo da arroba – 01.02.20 (MiniFront - blog e podcast)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 1 de Fevereiro de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

O curto prazo é o objeto de trabalho (ou penúria?) do MiniFront, como você sabe. Assim como o dólar, ele existe para imprimir humildade ao analista de mercado! Ele é sempre muito difícil de prever, mas, no nível de dificuldade desta semana, eu nunca vi.

A tática da indústria permaneceu a mesma, indo no sentido de enxugar os estoques de carne, e para tanto, derruba a produção através da oferta de preços “frios”. O pecuarista claramente recuou e a situação que se tinha até quinta-feira, era de franco colapso nas escalas, como raramente vi. O mercado literalmente não caminhava no seu fluxo normal. O boi 15/20 (preço de 2015 e custo de 2020) não faz verão... A métrica da escala mudou de dias para horas, como vimos num caso (negociação de manhã para embarque 4 horas depois).


Apesar dos seguidos testes cardíacos proporcionados pelo Indicador Esalq/B3, a bolsa começou a tomar contornos firmes, na mesma medida em que notícias positivas sobre o atacado apareceram. Ainda tênue, o movimento da carne foi para cima, ajudado pela virada de mês.

Em seguida, negociações com preços maiores apareceram, recolocando o boi de R$ 200/@ na praça. Os temores pelo coronavírus avançam, deixando a perspectiva do PIB chinês incerta, mas não atingindo mortalmente os frigoríficos (o chinês não está trabalhando mas segue comendo). Há inclusive especulações de que a epidemia poderia ser positiva para o setor, dentre outros motivos, pelo desestímulo ao consumo das tais fontes alternativas de proteína), fora o recorde do dólar (4.28), que é música para quem exporta.

Ainda há algum estoque de carne que incomoda, mas o equilíbrio se aproxima, detalhe: mesmo sem a China. Estamos no pior momento de demanda do ano e o número forte de R$ 200 (referência paulista) ecoa. Nossa previsão feita na semana passada falava em “10 dias” para atingir o tal equilíbrio. A aposta continua: a semana que vem dirá para qual lado vai estourar a corda. O ano será firme e o boi vai se recuperar no curto-prazo, sem nada de euforia. Mas antes, a carne tem que reagir, e assim será (já começou, na realidade). Este é o gatilho.

Janeiro foi um mês para esquecer ou não? Houve alta de 26.8% na comparação YoY mas por outro lado, ele foi o pior janeiro dos últimos 14 anos no quesito variação de preço ao longo do mês. O Front aborda o assunto e compartilha nossa opinião (disponível em 01.02 para assinantes e 07.02 para não assinantes). Até a próxima!

Fotos em destaque: palestra para o confinamento do Grupo Mantiqueira, situado em Água Boa/MT, junto com a turma da Cargill.

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:




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