O curto prazo da arroba – 29.05.2020 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 29 de Maio de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Para a bolsa e para a pecuária tradicional, o final de maio é tido como o final da safra de boiadas gordas. Isto tem se alterado um bocado com a tecnologia cada vez maior dos sistemas de produção, principalmente a intensificação da nutrição. Em 2020 esta afirmação foi muito verdade, ao ponto de nos questionarmos: existe de fato o gado que dizem existir?


Existe a célebre frase dita nas salas de compra de gado quando o bovino raleia: “não tá achando boi gordo? Abaixa R$ 1/@ que ele aparece! O pecuarista guenta 10 altas, mas não guenta uma baixa”. Pois bem...

Tivemos todos os desafios possíveis para a arroba, a saber: interrupção do fluxo de vendas para a China em janeiro; pandemia com baixa histórica na bolsa (quase R$ 50/@ em uma semana) em março; seca antecipada no centro-sul em abril; frio intenso e geada leve no centro-sul em meados de maio... e nada do boi aparecer em volume!

Desta sorte, o bovino tem mais um motivo para seguir resiliente (baixa oferta), e este, aliado à alta demanda externa e ao valentismo do mercado interno, tem deixado de cabeça quente aqueles que apostaram suas fichas numa arroba derretida neste momento.

Prova disto é que o preço médio do Boi Brasil nos dados da Scot para a arroba das praças de relevância, ponderados pelo volume de abate do IBGE de cada Estado, metodologia processada semanalmente aqui, indicam que fechamos a safra com uma queda de apenas R$ 2,05/@ em relação ao nível da abertura do ano. Muito firme o bovino!

E agora, com o caminhar do encerramento das ofertas de pasto, potencialmente o cenário fica mais firme! O mercado interno não está largado, visto a digitalização, informalidade e flexibilização feita na marra. Basta olhar a economia real. Estamos bem acima do “botton” ocorrido na parada de final de março (e bem abaixo de antes). Mas calma... Não acreditamos em ambiente explosivo, pois não há cenário para tanto. Acredito sim, em estabilidade.

Na contramão, vimos uma bolsa “frouxa” nesta semana na esteira de relatos de que a China está reduzindo volume/oferta de compra. E aí? Vão tentar chacoalhar a roseira com a velha tática de massetar a bolsa após o encerramento do mês de maio, tentando contaminar o físico. Tem fruto maduro para cair?!?

Lance normal, segue o jogo!

Finalizo dizendo que os assinantes receberão um áudio exclusivo contendo os detalhes da operação e bolsa chamada “butterfly”, citada na semana passada (link: https://gestaoderiscoempecuaria.com.br/noticias/lista/noticias-do-front/, disponível para assinantes de maneira imediata e para não assinantes a partir de 06/06/2020). Até a próxima!

Fotos em destaque nos episódios da semana: na quarentena a gente come mais. E ficar quarentenado no frio, aí, sai de baixo...

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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