O curto prazo da arroba – 25.09.2020 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 26 de Setembro de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Começo de onde terminei a semana passada: a magia dos R$ 250,00 se tornou realidade e até ficou no retrovisor em SP (e em alguns outros locais, como PA, MG e MS), mas não se “nacionalizou”, e digo mais, a próxima meta de venda (R$ 260,00/@) não foi conseguida em plenitude, apesar de estar sendo duramente perseguida pelos invernistas.

Diferente de todas as dezenas anteriores (dos 200 aos 240), todas psicologicamente importantes, rompidas e rapidamente “nacionalizadas”, os R$ 250,00 não tiveram o mesmo comportamento. Os pregões da B3 na semana denunciaram isto... O que teria mudado?

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Do lado externo, nada! As vendas seguem performando, inclusive porque o dólar voltou a operar no alinhamento dos 5.5. Aliás, este foi um dos motivos que fez o milho reverter a tendência de acomodação no mercado interno e subir fortemente na B3 na semana (contrato nov/20, orbitava ao redor de R$ 63,40/sc, na tarde de sexta, máxima já alcançada pelo contrato).

Do lado da oferta de gado gordo alguma melhoria de volume aparece pontualmente em algumas praças. Nada de enxurrada vigorosa (em curso ou à vista), mas se tem algum momento do segundo semestre em que a difícil tarefa de entregar via confinamento pode apresentar algum volume, este deve ser entre o final de setembro e o final de outubro. Não acredito em mudança brusca na oferta, como já repeti incansavelmente aqui. Mas algum fôlego novo na entrega de animais é esperado e até normal. Este fato ajuda a acomodar as coisas.


Do lado da demanda interna, vimos que o meio de mês foi capaz de colocar um freio no atacado, que também não conseguiu romper os R$ 16,00/kg na carcaça casada, tal como dissemos no último MiniFront (“a carne está namorando com seu limite máximo”). Alguns frigoríficos de mercado interno postergaram embarques por interrupção do fluxo de saída de carne, e algumas indústrias partiram para o plano de férias coletivas (GO e RO, p.ex.).

Mudou tudo então? Pode esquecer daquela arroba de R$ 300 (que apesar de não ser nem de longe a nossa aposta), tinha pelo menos apontado um caminho? Não! Calma... Pode ser que irão te vender a ideia de que o boi é para baixo, mas nossa opinião é totalmente diferente. Uma estabilidade pode estar chegando, pelo menos por alguns dias/semanas...

Caso a arroba deixe de galopar, ou deixe de trotar e até assuma o ritmo do passo, aproveite o momento (quem sabe a reposição atenue o tom da fervura, será?). “Olha lá”, pode ser que, nem teremos uma viagem ao passo no final de setembro, mas sim um trotinho...

O que eu acredito é que um bom cavalo não despreza um pouco de passo após um galope violento, para logo depois, com fôlego renovado, entregar uma nova arrancada.

Quem sabe no final de outubro/início de novembro, com a concomitância de uma (suposta) recuperação econômica em “V”; de uma concorrência menos pujante das proteínas alternativas devido à elevação do custo de produção e demanda forte (lembre que o frango é um tanto de milho, soja e água que anda sobre duas canelas amarelas); com a continuidade do bom volume exportado e, por fim, uma menor oferta (após a mini-morolinha de out), quem sabe não tenhamos o “sprint” final deste nosso alazão bovino na carreira de 2020!? Segue o jogo!

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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