O curto prazo da arroba – 22.08.2020 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 22 de Agosto de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

O cenário base de arroba aquecida segue inabalado, e digo mais, sem nada no radar de curto prazo que indique alguma guinada de tendência.

O dólar aquecido, que é a “enzima catalisadora” dos altos volumes de carne embarcados, teve mais uma semana de fervura, rompendo com folga a barreira dos 5.50, fato em grande parte viabilizado pela irresponsabilidade de uma parte dos nossos políticos.

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Outro sinal importante é que os frigoríficos menores pagam na arroba de vaca, preços iguais ou até maiores que o “boi balcão’ das indústrias maiores. Claro que isto não é generalizado, de modo que algumas carteiras de mercado interno relatam dificuldades. De toda a forma, passamos pelo meio de mês sem qualquer pressão no atacado do mercado interno.

A oferta segue restrita e as escalas curtas, como padrão geral. Mas em algumas praças, vimos algumas plantas andarem suas escalas acima das últimas semanas. Importante analisar que isto ocorreu porque foi pago preço superior para lotes grandes. E mesmo depois desta avançada pontual, muito pouco (ou mesmo nada) foi alterado com relação à posição de compra. Prova disto é que algumas negociações vem experimentando diferencial de base positivo com relação à arroba de São Paulo, fato que vimos no TO, nordeste inteiro, Pará, Goiás, Triângulo Mineiro, apenas para citar alguns exemplos.


A perspectiva de oferta futura não tem previsão de melhora, pelo contrário! Devido ao cenário absolutamente desafiador de aquisição de trato para o gado confinado, uma perspectiva de oferta mais desidratada ainda, vai se formando para o último bimestre do ano...

De fato, a escassez de oferta tem sido um dos pilares fundamentais para a sustentação do mercado pecuário, o que na minha opinião faz o momento positivo do boi ser diferente do milho, por exemplo. Ambos estão firmes mas no caso do cereal, a fortaleza dos preços decorre muito em função de especulação, visto que há produto mas a ponta vendedora segue retraída, aguardando cifras maiores. Já no caso do boi, não vejo qualquer sinal de represamento. Acho a firmeza dos preços da arroba mais sustentável que a do milho.

Quem subiu mais, desde o início da pandemia: milho, arroba, traseiro, dianteiro, carcaça casada, ou a reposição? A resposta está disponível para os assinantes neste final de semana (https://gestaoderiscoempecuaria.com.br/noticias/lista/noticias-do-front/). Segue o jogo!


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