O curto prazo da arroba – 22.05.20 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 22 de Maio de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

As professoras do Brasil estão tendo que “campear guri” para as aulas virtuais, tarefa não muito fácil, e parecida com a atividade de “campear” boi gordo para dentro da escala neste final de safra. A tal “safra de boi” vai faltando na aula de 2020.

O cenário de pressão sai do radar (na ausência de novidades ruins, claro). Nesta semana, mais praças começaram “pagar para cima”. O boi de pasto ainda existe e vai empurrando a barriga do agendamento, lentamente. De toda a forma, em geral a oferta não abunda. E a hora que ela acabar de vez? É a pergunta que fica no ar e que ninguém sabe a resposta...


Mesmo nas praças onde a escala andou melhor nos últimos dias (aqui e acolá isto acontece), não vemos fortes testes negativos na arroba (apenas MT, MA e SC apresentaram redução na cotação semanal do Boi e Cia, da Scot). Garantir a noria de abate repleta, viabiliza o acesso da indústria à excelente margem de exportação. O melhor hedge do frigorifico no curtíssimo prazo é ter escala cheia. Em resumo, margem vale mais que escala.

Além disto, o que tem aparentemente pesado mais para a indústria não é a extensão da escala propriamente dita, mas sim a expectativa de escalar bois no futuro próximo (2 a 4 semanas à frente). Logo, se a expectativa é de encontrar menos bois adiante (como é o caso), mesmo com escala maior, a vontade de pressionar preço fica enfraquecida.

Outro ponto importante é que a demanda de exportação tem um “novo” cliente faminto: os EUA, que agora se soma à Ásia. Tudo isto junto e misturado, sustenta surpreendentemente este boi de final de maio e abre expectativas para a transição pasto/confinamento. A média do boi no Brasil voltou a subir, ficando em R$ 181,01/@ a prazo (dados Scot/IBGE adaptados).

O mercado interno da carne bovina está longe de ser uma Brastemp, mas segue em canal de estabilidade (suínos e frango recuperaram valor recentemente, reduzindo a enorme competitividade com a carne vermelha). Em breve a virada de mês e a segunda parcela do auxílio emergencial devem contribuir com esta sustentação.

Como tenho dito: sofreremos nesta crise, mas como somos o hipermercado da economia e do mundo, nosso boleto será menor, o que não nos dá o direito de não se proteger, pois tudo muda num piscar de olhos. Nesta linha, o Front dos assinantes responde a pergunta dos leitores mais recorrente: “eu ainda não me protegi. Dá para fazer alguma coisa ainda”? Veja no link https://gestaoderiscoempecuaria.com.br/noticias/lista/noticias-do-front/, disponível para assinantes de maneira imediata e para não assinantes a partir de 30/05/2020. Até a próxima!

Fotos em destaque nos episódios da semana: o melhor dos refúgios para a pandemia.

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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