O curto prazo da arroba – 22.02.20 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 22 de Fevereiro de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Diz a cultura popular que “o ano no Brasil só começa depois do Carnaval”. A frase é aderente à realidade do mercado pecuário de 2020. Começamos o ano com o físico próximo de R$ 200/@ a vista e livre (SP), testamos uma perna de pressão e na sexta-feira de Carnaval voltamos para os “duzentão” (entre R$ 196 a R$ 204 e com negócios pontuais acima disto).


O atacado sem osso está firme, mesmo neste meio de mês, período menos capitalizado da população. O atacado com osso voltou um pouco em termos de valor, mas vai se estabilizando entre R$ 12,50 a R$ 13,40/kg, adequando o boi de R$ 200 ou mais um pouco em SP (há praças com os mesmos R$ 200 fora de SP em negociações pontuais). Todos os nossos concorrentes (suíno, frango e ovo) estão em curva positiva de preços.

Sem qualquer exagero de nenhum elo da cadeia, o mercado andou, porém a oferta de boiadas segue reduzida. Cenário de estabilidade forte a vista? Não exatamente, porque vai se formando uma perspectiva com um “tipinho melhor” porque nos próximos dias deveremos ter incentivo ao consumo concomitante à uma redução da produção, inclusive com a compra de gado menos ativa. Os estoques deverão enxugar, estabilizando de vez o atacado. É o que penso!

Além disto mais dois fatores fundamentais: o dólar segue na estratosfera (e subindo), o que deixa a nossa carne cada vez mais “macia” para os importadores. E, fundamental, os rumores são que a China está de volta, ainda devagar, mas começa a caminhar. Aqui e acolá esta prosa tem se tornado mais frequente, acompanhada de um possível retorno da exportação para os EUA.


Em resumo: o boi é firme, mas sem qualquer sinal de euforia. O “firme” significa aqui resistência à pressões, com negociações pontuais acima das médias de mercado. Combinado?

O grande assunto da semana foi o indicador do boi gordo usado para a B3... Fizemos um mini raio-x sobre o tema, compartilhado no Front tradicional para os assinantes via login/senha (para os não assinantes apenas em 28/fev). O indicador é culpado, cúmplice ou vítima? Tire as suas conclusões. Só adianto que não tem ninguém certo nesta celeuma, mas a culpa, na minha opinião, é do dono, como sempre. Quem é o dono dele? Até a próxima semana!

Fotos em destaque: muita tarefa em Jussara/GO, com a mudança da fase de produção do capim!

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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