O curto prazo da arroba – 21.12.19 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 21 de Dezembro de 2019

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Entre dez/17 a out/19, a maior queda e alta semanal do boi gordo Brasil foi respectivamente - R$1,84/@ e + R$ 4,12/@. A conclusão é que os preços pecuários caminham bovinamente, em passos lentos. Como você sabe, o mercado das últimas 6 semanas foi maluco: chegamos a perder R$ 11/@ e ver a arroba valorizar R$ 18 na média Brasil em apenas 7 dias.


Mas, o boi achou seu “gardenal” que estava perdido desde 31/out (kkkk), de modo que voltamos a ter uma semana dita “normal”, apesar de infelizmente, mostrar uma queda pela terceira vez consecutiva. Perdemos R$ 3,68/@ na média Brasil do boi gordo, que agora retrocede para R$ 182,98 (vaca R$ 170,98 – dados Scot/IBGE adaptados).

Como havia dito, o ano acabou. O pecuarista, em geral, está fora de combate deixando a oferta de gado gordo em nível crítico e “picado”. Não está fácil para comprar o bovino, pois o confinamento está em fim de festa e o animal de pasto não terminou ou então, não está sendo ofertado nos atuais níveis de preços balcão. Pelo lado da oferta, o boi já deveria estar em aquecimento. A estratégia de ficar #foradasvendas é realidade. Não seria fácil “massetar” o bovino brasileiro agora. É o que estamos vendo no mercado físico, fato que assenta os Indicadores de preços para a realidade (isto se consolidou no final desta semana).

Porém as notícias não são (pontualmente) extraordinárias do lado externo (leia-se Chinês), além de quê o mercado interno segue na sua ressaca, em função da “azia” causada pelos altos nos preços. O atacado sinaliza interromper sua sangria, buscando mais uma estabilização do que uma nova onda de aquecimento, inclusive com melhora nas vendas.

A reposição também cedeu, mas infinitamente menos do que o gordo, como antecipamos. O mercado vai encontrando um novo equilíbrio no físico cerca de R$ 30 a 40/@ acima do patamar do final de outubro. No futuro, o equilíbrio das cotações assenta a B3 (base SP) com suporte de R$ 190 para o fundo de safra de pasto e de R$ 200 para a entressafra. Eu não acredito nestes níveis. Há oportunidades em spreads na tela.

Em resumo: pensa numa briga de foice no escuro. A arroba pedindo aquecimento de preços e o varejo refutando o aumento de carne. Por falar em varejo, fiz um mergulho neste elo, visitando lojas, conversando com açougueiros e até fiz um podcast com uma caixa de supermercado. A carne de R$ 28/kg não pode, mas o Kinder Ovo de R$ 8 pode? No Front Premium compartilho as minhas reflexões. O brasileiro ama carne? Até a próxima!

Obs.: na semana do Natal e do Ano Novo não teremos a publicação deste informe em versão tradicional, apenas os fatos que forem relevantes. Em 2020, estaremos aqui, firmes no arreio.

Fotos em destaque: pelas bandas de Goiás.



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