O curto prazo da arroba – 15.08.2020 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 15 de Agosto de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

O que será do amanhã? O “amanhã” mais incerto é o relacionado ao suprimento para alimentação animal. Não bastasse a baixa disponibilidade e altos preços dos farelos proteicos, o milho resolveu encarar um rally de alta em plena oferta de safrinha. Consequência: a oferta restrita de boi gordo ganha um motivo contundente para seguir e diria mais, isto pode ter consequência no grau de eficiência das engordas confinadas que vão chegar nas nórias de abate.

O Indicador Esalq/B3 do “miiii” subiu quase 10% nos primeiros dias de agosto. O grande problema está sendo na quebra de contratos: alguns vendedores não estão entregando e o confinador, então, fica exposto ao preço alto e pior, à falta de disponibilidade (do dia para a noite). Tem gente que me disse: “não sei o que vou dar para o gado comer na semana que vem”.

PEDIDOS ON LINE ALLFLEX: http://allflex.rds.land/orcamento-identificacao

Outro ponto importante é que o relato de vendas de carne bovina na primeira quinzena de agosto (embalada pelo Dia dos Pais) dá conta que a procura foi grande e, em consequência, o atacado com osso aqueceu mais um “golinho”. Desta sorte, os frigoríficos de mercado interno seguem ativos e, inclusive, disputando a liderança dos ovos da Filomena (novas máximas são anunciadas aos assinantes do Front em primeira mão via zapzap, com o canto da galinha carijó). A situação da indústria não exportadora é igual a de um piloto com uma F1 a 300km/h. O risco passa a ser muito grande em caso de algum erro, por mínimo que seja.

Explico: arroba na “gaia do pau” nunca foi ruim para a indústria, pelo contrário, pois há diluição dos custos fixos ligados à desmontagem do boi. Mas tudo isto é verdade, desde que ocorra a venda da carne. Portanto, arroba aquecida é remédio, mas pode ser veneno, se a gestão da indústria não for top. Obs.: nem vou falar das exportadoras, estas estão em absoluta festa, basta ver os balanços divulgados nesta semana (tipo festança de 5 dias de casório das antigas).


O fato que mais chamou a atenção foi que as praças “patrolaram” o preço da base SP, como raramente ocorre, acentuando o que tínhamos dito aqui na semana passada. Isto não tende a durar muito... Ou as praças caem de preço ou SP (a base) sobe.

Por tudo que está aí em cima e mais um pouco, acredito na segunda hipótese (salvo algum cisne negro, do tipo, restrição do dreno de exportação por COVID para um comprador importante, que vc sabe qual é). É fato porém que em SP tem um pouco mais boi, ou melhor, falta um pouco menos e isto pode ser o grande motivador desta aberração (oferta/procura): o boi das praças falta demais e o de SP “apenas falta”...

Para Finalizar: pode até bater na B3, mas... segue o jogo (e a festa)!

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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