O curto prazo da arroba – 13.12.19 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 13 de Dezembro de 2019

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

O cenário descrito na semana passada se intensificou: a pecuária busca estabilização de preços em todos os seus elos. A variação aproximada das referências entre 22/nov (“pico do tsunami”) e o final desta semana é: Indicador Esalq/B3 do boi gordo: -9% (cerca de -R$ 20/@); Indicador Esalq bezerro: -4% (-R$ 64/cabeça, mas a referência do quilo está em linha); Atacado bovino, a vista (Scot): -17%.


A margem de todos seguimentos procura uma nova definição. Neste contexto, via de regra, falta verdade e sobram interesses nos posicionamentos do zapzap e redes sociais.

O mercado está perigoso, com volatilidade altíssima no mercado futuro e também no mercado físico (gordo e reposição). As informações de negócios são desencontradas e contraditórias. Da mesma forma que havia exagero na alta, há muito exagero na volta da arroba!

Como prevíamos o mercado de reposição sentiu, mas bem menos do que o do gado terminado (deve seguir assim). Tivemos a segunda semana seguida de ajuste na arroba, que perdeu R$ 9,74 na média do boi Brasil, chegando em R$ 186,66/@ a prazo (dados Scot/IBGE adaptados).

O pecuarista não digeriu o retrocesso da arroba, movimento embalado pela ressaca do atacado da carne que acabou se antecipando para dezembro (era esperado em janeiro). E tem pecuarista que ainda diz: “eu não vendo carne”...

Estamos com problema de escoamento da produção, pois a via da exportação temporariamente está menos intensa (ao que tudo indica) e com isto um grande volume de carne das maiores indústrias está sendo direcionado ao mercado interno por um valor que, embora esteja em queda, ainda está bem superior ao de outubro. A população “chiou” forte, buscando alternativas (o ovo subiu 9% nos últimos 7 dias com a maior demanda) e freou o consumo. Atenção para os frigoríficos menores, que estão lidando com a dificuldade de vender carne proveniente de uma arroba sobre-valorizada frente a preços derretidos de concorrentes.


A indústria não perdoa e a “caixa de ferramentas” (ou de maldades? kkkkk) está aberta como nunca esteve na nossa história recente. Falo mais disto no Front Premium, onde esclareço porque considero que 2019 foi o ano que acabou em 13/dez. Até a próxima!

Fotos em destaque: imagens da semana, com a família na Fazenda e #foradasvendas.

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