O curto prazo da arroba – 12.06.20 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 12 de Junho de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Estamos em forte desequilíbrio da relação oferta x demanda, no caso, a oferta disponível é insuficiente para atender à demanda presente (interna mais externa).

A demanda externa enfrenta algum nível de desafio frente ao céu de brigadeiro de alguns dias atrás. Neste exato momento, vemos o maior comprador (Ásia) exercendo pressão, fato que acompanhado da reversão parcial da fervura do dólar (baixou de 6 para 5 na metade do tempo em que subiu este trecho), deixou o céu um pouquinho menos aberto, mas ainda assim, o dreno externo continua em muitíssimo bom nível. Não há sinal de reversão, apenas turbulência comercial totalmente dentro da normalidade.


A demanda interna impulsionada pela ajuda emergencial do governo, ganhou a ajuda da virada de mês e da (irresponsável?) reabertura da economia das nossas grandes cidades. Exceção feita ao ensino, turismo, parte do food service e mais alguns setores, tudo voltou a funcionar (meio na marra). Mesmo que combalida, a renda de muitos brasileiros voltou a pingar, ao invés de secar. Isto, somado à continuidade da ajuda emergencial e à mudança da cesta de compras do brasileiro (privilegiando o que é básico, como a carne), seguirá fazendo diferença.

De maneira muito rápida, o desejo do pecuarista dito aqui na semana passada se tornou realidade: os frigoríficos pagaram R$ 210/@ em SP e R$ 190 a 200,00/@ em várias praças. Digo mais, em SP, a porteira acima destes valores foi aberta e isto também se inicia nas praças.

A oferta assumiu o controle dos preços embalada por escalas curtíssimas, entre 1 a 5 dias na maioria das vezes (teve embarque imediato, no mesmo dia do negócio). Com estes preços as margens da indústria vão ceder, mas enquanto houver margem, o movimento deve seguir comandado pela oferta.

O atacado interno da carne bovina, com baixa disponibilidade, começa a reagir, permitindo à indústria nacional também pagar mais pela arroba, o que renova o fôlego do movimento. De fato, a carne vai dar o limite desta “brincadeira”. Olho atento. Quando acabar a margem da operação, a demanda reassume o controle (o comando do destino da arroba por parte da oferta costuma ser intenso, mas também fugaz).

O mercado físico até agora está na frente do mercado futuro, que anda meio ressabiado. Olho atento, pois isto pode mudar e a oportunidade de proteção do segundo semestre pode se materializar a qualquer momento. Alerta máximo!

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Fotos em destaque nos episódios da semana: seguimos na roça...

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