O curto prazo da arroba – 10.04.20 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 10 de Abril de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Completamos exatamente um mês de rotina afetada pela pandemia. Há 4 semanas víamos o físico de SP ao redor de R$ 201/@ AV e hoje o vemos em R$ 198,05/@ AV (Indicador Esalq/B3, 10/04/2020). Outro dado interessante: a média Brasil da arroba do boi gordo a prazo está em R$ 180,53, ou R$ 3,20 abaixo do início de janeiro (dados SCOT/IBGE adaptados). Conclusão: apesar do sangue que jorra fartamente na TV, vemos um pouso suave neste final de safra de boi gordo, até agora (ao menos)!


No berço da pecuária (centro-oeste), vemos a chuva ainda presente mas já diminuindo seu volume. Será que o boi de semi confinamento vem para o mercado neste ano? Ouvi de uma fonte da indústria de nutrição: “o nível de suplementação começa a aumentar no campo, porque não é fácil mudar o sistema de produção numa fazenda de maneira abrupta e quem faz, tende a continuar em 2020, apesar do desafio. Quem não faz, tende a não começar”. Bem realista!

Não é difícil percebermos que hoje se compra boiada gorda com um pouco mais de fluidez. De novo: é a curva normal de oferta. Isto permite a indústria testar preço para baixo. E assim ela tem feito, conseguindo algum sucesso, principalmente nas praças (DF mais aberto).

Também não é difícil perceber que há dois mercados: o boi exportação (leia-se boi novo) e o boi do mercado interno (mais erado), com diferença de R$ 5 a 15/@. A Ásia tem papel preponderante na precificação da arroba, mas vemos outros mercados sendo intensificados, como o Egito, p.ex. Há um desafio muito forte para a indústria do mercado interno.

Aliás, o desafio é para todas as indústrias, visto que informações dão conta de uma forte migração de consumo dos cortes mais nobres para os mais baratos, tal como vimos na crise de 14/16. Isto está perto do limite sustentável. Outro ponto: negociar com food service é bem mais fácil do que negociar com as “megaredes” de hipermercados. Há uma escalada do desafio negocial para os frigoríficos. Também vemos uma redução intencional de volume de abate em curso, fato vital para a manutenção do preço do atacado, que não sofreu nada até agora.

Tudo isto junto e misturado indica o quê? Pressão no físico. Ainda não acredito em forte derretimento de preço. Continuo considerando R$ 190/@ (ou um pouco acima) para SP como um suporte muito forte e difícil de ser rompido (derive este preço para sua praça).

Por fim, não se esqueça, ninguém sabe ao certo absolutamente nada a respeito do nosso futuro. Proteção de preço é vital. No Front Premium detalho aos assinantes o que fizemos! Até a próxima!


Fotos em destaque: a quarentena com as ruas vazias, e o ar tão quase tão limpo quanto nos tempos das carroças... Vamos em frente!

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:




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