O curto prazo da arroba – 10.01.20 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 10 de Janneiro de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Irã x EUA? Não! A guerra está ocorrendo no mercado pecuário entre a oferta restrita e a incerteza da demanda de curto prazo. Depois de duas semanas esvaziadas, as escalas iniciaram 2020 “da mão para a boca”. Poucos pecuaristas estiveram ativos nas vendas, desde antes do Natal, o que é natural (o mercado voltou mesmo a partir de 07/jan). A medida que escalas desabaram, negócios acima das referências surgiram, pontualmente em função de necessidade maior de algumas empresas.


Este mesmo período foi positivo para a demanda interna, em caminho inverso à oferta de boi gordo, com mais dias de churrasco e um pouco mais de dinheiro no bolso (“péssimo terceiro”). Os estoques de carne diminuíram. O varejo vendeu bem melhor do que no mesmo período dos últimos 2 anos (ainda nem se compara com a pujança de anos atrás).
Em decorrência, vimos ajustes positivos em várias praças durante as festas. A média Brasil subiu por 2 semanas, alinhado com o que previmos: arroba firme na virada do ano.

Porém, tem o outro lado da trincheira desta peleja! As indústrias estão totalmente relutantes, forçando o físico (e futuro?) dado o nível de incerteza da demanda de curto prazo.

Do lado interno, existe a tradicional ressaca da carne, pois naturalmente as vendas de janeiro são muito fracas. Nesmo momento, o atacado com e sem osso, frango, suíno e até os ovos são pressionados. Calma, não vão te dizer, mas isto é esperado.

Do lado externo, a demanda para o ano é muito positiva, e ficou mais ainda com a fortíssima gripe aviária deflagrada na China e na Índia, além das queimadas na Austrália (ações de frigoríficos subiram empurradas pela triste devastação). Mas, a demanda das próximas semanas, tende a ser incerta.

Qual será o nível de retorno da demanda, notadamente chinesa, quanto a volume e preço? Existe notícia de renegociações, inclusive. Fruto disto ou não, há um grande player no mercado interno “derramando” carne barata trazendo com isto, um arraste de pressão.

Não será fácil derreter o bovino: a forte barreira psicológica do boi de R$ 200 está no ar. A guerra está instalada, tal como anunciado. Que tenhamos um ano bom! Ele já iniciou muito firme e muito “brigado”. Até a próxima!

Fotos em destaque: final de ano em família.

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