O curto prazo da arroba – 07.08.2020 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 7 de Agosto de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Desde o início de junho, o cenário base vem se mantendo. Aliás, o aquecimento da arroba foi interiorizando pelo Brasil igual ao coronavírus, até se instalar em todas as praças. E esta foi mais uma semana onde podemos dizer que ocorreu o mesmo (ainda bem)! Esmiuçando: a oferta segue apertada, sem deixar a compra de gado tranquilizar; a exportação drenando o que pode e o que não pode; o mercado interno mostrando valentia ímpar, ao ser comandado pela escassês de produto.


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Os grandes destaques da semana foram dois: 1. o dólar novamente em aquecimento levando o câmbio de volta para a rota dos 5.50 após a taxa básica de juros da nossa economia (Selic) cair para 2%; 2. O atacado bovino aquecendo mais, namorando os R$ 15/kg (dados AgroBrazil) na carcaça casada com osso, reflexo ao nosso ver da baixa disponibilidade, faceando com consumo potencializado pelo Dia dos Pais (logo depois da virada de mês). De toda a forma, parecemos estar perto de um certo limite para algumas indústrias de mercado interno que provavelmente lidam com uma carteira menos atrativa de vendas, enquanto outras seguem muito ativas, disputando com as exportadoras (estas sim, em cenário bem mais confortável).

O fato é que a encostada do câmbio nos 5.5 volta a reforçar a competitividade externa da nossa arroba: R$ 230 em SP, considerando esse câmbio, significa US$ 42/@, portanto, abaixo da média de 10 anos (US$ 47/@, dados Radar Investimentos). Não tem vida fácil para o comprador de gado gordo como mostra o raciocínio simples acima, nem para o invernista que vê o milho safrinha namorar os R$ 55,00/sc em pleno contrato futuro de setembro (mês padrão para a safrinha), fora o boi magro, farelos proteicos, a B3 que depois da declaração de pandemia nunca mais colocou ágio na entressafra sobre o mercado físico, etc...

De toda a forma, o mercado entendeu que R$ 230,00 em SP é “gente grande” e isto fez ele dar uma espécie de “parada para pensar”, enquanto as praças não fizeram o mesmo e com isto deram uma encostada em SP, reduzindo o diferencial de base (houve novas máximas nas praças em muito maior intensidade do que em SP nos últimos dias).

Alguma melhoria de oferta apareceu e deve continuar a aparecer pela frente? Sim, é fato, mas saliento que ela virá muito “catimbada”, do tipo: “finalmente a escala andou e lotou o mês, mas apareceu um buraco, tem como antecipar aquele seu embarque”? Ah, tem os testes na B3, como o visto nesta sexta também... Cuidado!

Por outro lado o produtor está imergido totalmente na meta estilo Dilma (“eu queria 220/225, mas já que chegou, agora quero 230”, e a hora que chegar nos 230, vai querer 235/240... Sempre dobrando a meta, que aliás, estava em aberto). Isto não costuma dar muito certo...

Podemos ver estabilidade à frente? Quem sabe... Não consigo vislumbrar uma enxurrada de gado contundente hora nenhuma. Esteja vacinado, o boi segue firme! Até a próxima semana!

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:


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