O curto prazo da arroba – 06.06.2020 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 6 de Junho de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

O movimento descrito na semana anterior ganhou intensidade de maneira muito surpreendente, de modo que o bovino abandonou subitamente a estabilidade que acreditávamos e ingressou num cenário de aquecimento, imaginado até então para julho.

Desde nov/19 não víamos uma abrangência territorial relevante na mesma direção de alta: SP, GO, RO, MT, MA, TO, MS e por aí vai. Preço novo/escala curta na veia.

A verdade é que desde o início do ano, principalmente a partir de março com o início da pandemia, o foco do mercado foi sempre discutir demanda. Discutiu-se quanto a demanda cairia, via de regra, se a queda seria catastrófica ou "mega-hiper" catastrófica. Mas agora quem assume o protagonismo é a oferta, talvez tão “catastrófica” quanto a demanda...


Afinal de contas: quem manda nos destinos dos preços da arroba? Demanda ou oferta? Temos um prato cheio para entender melhor sobre esta polêmica questão. No meu melhor entendimento, a demanda tem papel preponderante. Mas a oferta pode assumir protagonismo em situações extremas e algo indica que estamos numa destas.

Basicamente, meses de cenário adverso para o confinamento (milho/reposição aquecidos, acompanhados de curva futura desestimulante) estão cobrando sua conta. Com o término de uma safra fraca de bois a pasto, contornos dramáticos de oferta reduzida chegam às mesas de compra de gado em todo o Brasil.

Na ponta da venda externa, as coisas já foram bem melhores, mas seguem ainda muitíssimo bem. Na fração interna da demanda, há claros desafios, todos sabemos. Mas agora não tem muito jeito: a indústria vai ser apertada. A exportadora tem válvula de escape, mas a do mercado interno passará sufoco porquê o pecuarista de SP elegeu os R$ 210/@ e o das praças, os R$ 190 a 200,00/@ como desejo de consumo.

O frigorífico sabe disto e tem receio de aumentar o preço e a oferta não aparecer, dado a brutalidade de enxugamento que pode vir nas próximas semanas. A grande questão agora é: qual a intensidade que a falta de oferta atingirá? Os próximos passos sairão daí. Na melhor das hipóteses, a caixa de ferramentas da indústria está sendo retirada da prateleira.

Há algumas semanas disse que a melhor hora de levar animais para o confinamento era quando ninguém estava levando. O mercado retribui quem tem fé e trabalha firme, mas não fique embriagado com as boas novas: as proteções ficam mais acessíveis agora! Aproveite!

Por fim, aprofundo com os assinantes do Front a questão “oferta x demanda”! O que pode acontecer quanto aos próximos passos desta sinuca de bico: demanda x oferta? Te espero no Front Premium (https://gestaoderiscoempecuaria.com.br/noticias/lista/noticias-do-front/, disponível para assinantes de maneira imediata e para não assinantes a partir de 13/06/2020). Até a próxima!

Fotos em destaque nos episódios da semana: na roça, graças à Deus!

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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