O curto prazo da arroba – 05.09.2020 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 5 de Setembro de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

O destaque do último MiniFront foi o alerta para o fato de que, diferente dos demais preços dos elos pecuários, a carne no atacado não havia alcançado o recorde nominal de nov/19 (faltavam R$ 0,50 para ela bater “a máxima de R$ 16,19/kg a prazo CEPEA”, conforme dito). Pois bem, agora não falta mais nada. Curiosamente, nesta quinta atingimos a marca, na mosca e na sexta a renovamos!

A combinação de três fatores foi fundamental para voltarmos ao topo da carne: 1. oferta curta de gado; 2. exportação forte (agosto +21%YoY de volume na carne in natura); 3. Virada de mês.

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E também ocorreu o que adiantamos, ou seja, o atacado mais valorizado permitiu que víssemos novas máximas em vários estados, exemplo: R$ 240,00 no TO; R$ 240/250,00 no MS; R$ 240,00 em GO; R$ 245,00 em SP; R$ 245,00 no PA, R$ 267 na BA, e por aí vai. Tem muitas outras praças onde a Filomena anunciou preços novos, isto ocorreu praticamente no Brasil todo.

A maravilha do diferencial de base (DF) quase zerado colocou praticamente no mesmo nível o preço máximo do bovino de SP e de vários estados. Nada mais justo, afinal de contas, o preço do bezerro hoje em dia é nacional, e não mais regional. Faz todo o sentido o boi se comportar de maneira semelhante. Mas, infelizmente isto não ocorre o ano todo, sendo inclusive muito raro no primeiro semestre, quando SP descola das praças. Há uma sazonalidade bem típica quanto ao DF! Importante você coletar dados da sua região, principalmente para usar as ferramentas da B3 (tudo nela, é monetizado pela praça paulista).


“Mas e a B3, Rodrigo, o boi gordo do mercado futuro foi amassado na quinta”?!? Calma! Vamos lá: 1. nada sobe indefinidamente e inclusive é interessante o movimento de realização de lucros que deflagrou a correção vista (claro que a PJ não financeira ajudou certamente, além do hedge propriamente dito entrar); 2. Havia muita gente comprada e isto por si, torna uma correção mais próxima; 3. O dólar deu uma voltada (5.3) e a escala deu uma leve aliviada em algumas praças, mesmo em função do feriado do dia 07/set (apesar do padrão Brasil ser de pouquíssima oferta em geral). Isto ajuda a desarmar uma realização de lucros; 4. Como os futuros se aproximaram de R$ 250,00, acho natural o mercado dar uma testada, como quem se pergunta: “opa, é aí mesmo que vou pisar?”... Enfim, é natural e muitas vezes estes momentos são ótimos para montar posição. Obs.: de outra sorte poderá estar o milho, que bateu nos R$ 61,25/sc a vista (Indicador Esalq/B3) e passou a mostrar dificuldade de seguir o mesmo caminho.


Quanto ao boi, o fundamental é: como vai ser o físico da próxima semana? Nada indica mudança de tendência, ou seja creio que a firmeza seguirá e um grande sinal disto é a ferrenha disputa por boiadas entre os exportadores e as indústrias de mercado interno, em função do que disse sobre o atacado na abertura deste. Em GO por exemplo, o maior preço da semana veio de uma indústria regional. A arroba pode até dar uma parada técnica no movimento de aquecimento? Quem sabe, mas o número mágico dos R$ 250,00 ecoa na cabeça do pecuarista de SP. Não vejo mudança de tendência no radar. Isto é o que eu acho! Mas a palavra final é do mercado. Obs.: o mercado tem curvas, não é uma grande reta, prepare-se. Fica a dica!

Para finalizar: dois podcasts sobre a reposição foram publicados durante a semana e fizeram muito “barulho”. Eles estão no nosso portal, na seção Mercado Minuto e no Notícias do Front: https://gestaoderiscoempecuaria.com.br/ . Segue o jogo!


CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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