O curto prazo da arroba – 04.04.20 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 4 de Abril de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

“Depois do mergulho rumo ao abismo, o mercado voltou a respirar. Pode ser a oportunidade para se proteger”! Você se lembra desta frase, no último parágrafo do MiniFront anterior? Ela estava lá porque nossa preocupação era ocorrer o cenário abaixo.

Com relação à oferta, seguimos adiante com o mesmo padrão! Ela será estreita durante o ano todo. Mas neste momento, impera o efeito safra e, portanto, algum alívio naturalmente virá, facilitando a escala. Nada além disto, sem enxurrada generalizada. Não vejo isto nos pastos!


No tocante à demanda externa, fica claro a escalada da importância Chinesa. São R$ 10,00 a 20,00/@ a mais de faturamento para o padrão de idade exigido. Isto deve seguir pelos próximos 40/90d, quando gradualmente passaremos a receber demanda de outros países, equilibrando o destino dos embarques. Perguntas: como o Indicador Esalq/B3 vai se comportar com preços tão erráticos? Como serão atendidos mercados que precisam de boiadas novas, mas que não pagam este preço (Chile, p.ex.)? Como rodarão os frigoríficos que não exportam? Está se premiando o boi China ou desagiando o não China? As respostas nos próximos capítulos.

A respeito da demanda interna, o sentimento de depredação de consumo (fruto do “lockdown”) assumiu o comando. E aí o fundamento foi embora no mercado futuro. No mercado físico, ainda não. Diria até que a grande maioria da escala feita para os próximas 10 dias não tem boi “barato” (entre R$ 5 a 10/@ de queda, e olha lá). Além disto, vemos pedidos frequentes de antecipação de embarques, de termos, fatos que, aliados ao feriado (10/04), devem esticar um pouco a escala.

Não se discute mais o quanto a demanda interna/preços da @ vão cair, mas sim, quanto vão cair... Vejo um suporte no R$ 190/@ (5% queda), outro no R$ 180/@ (10% de queda) e se furar este último, não arrisco o final da história (base SP). Mas reforço: o boi é firme em 2020! E seguirá firme! O “firme” não quer dizer que não vai ceder, quer dizer que deverá ser feito esforço extraordinário para “amassar” o preço da arroba em 2020. Detalhe: a curva de oferta do segundo semestre ainda não está montada e o cenário instalado neste momento crítico decisório, a desincentiva fortemente! Para se ter ideia, o ágio futuro da entressafra (out) está apenas R$ 3/@ acima da safra (maio), uma jabuticaba!

O mercado está irracional ou viveremos mesmo dias impensados, com uma curva invertida? Não sei a resposta, aliás desconfie fortemente de qualquer um que disser que sabe onde o mercado estará daqui 15 dias.


Tenho para mim que todos os setores da economia vão pagar uma parte do “boleto chamado recessão mundial”. Mas o nosso será menor, pois estamos “sentados em cima de uma fábrica de comida chamada Brasil” (Prof. Dr. Marcos Fava Neves). Irracionalidade pode se transformar em oportunidade única!

Nada de desanimar, afinal de contas, “não tá morto quem peleia” (Velho Milongueiro). “Bora” pelear mais, portanto! Até a próxima!

Fotos em destaque: no romiófice. Vai dizer que não tem coisa boa, como no meio da manhã ajudar a filha na tarefa escolar... Vamos em frente!

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