O boi vai fazer história no arranque de 2021 (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 2 de Janneiro de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

O pecuarista desapareceu, o boi sumiu, o dólar subiu e a carne explodiu. Esta mistura explica o fortíssimo arranque do BGI na B3 e a maior movimentação do mercado físico, com procura muito ativa pelo frigorífico e preços em alta novamente (a semana começou com R$ 280,00 em SP e terminou com R$ 270,00 começando a pipocar, mesmo bem longe de SP).

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O mercado não encontrou seu novo ponto de equilíbrio. O último pregão da B3 teve um presente para quem não está comprado e/ou para quem queria comprar mais: poucos agentes ativos na tarde de quarta e alguns querendo “barrer o terreiro” das operações em aberto de 2020. Houve um derretimento dos contratos futuros do boi gordo. Movimento normal, e que não reflete o mercado. É, portanto, uma oportunidade em minha visão.

E digo mais: preparem-se! O início de 2021 (janeiro a março) será cravado na história da pecuária, com relação à oferta restrita de gado para abate. Deveremos ter volume de abate historicamente baixo, tal como tivemos em dezembro. Isto ocorrerá por três motivos, a saber...

Primeiro... os confinamentos já estão no rescaldo de 2020, excessão ao estado de São Paulo onde ainda tem bom volume, mas o que tem, “não dá para quem quer”.

Em segundo lugar, as fêmeas gordas de pasto não existem por dois motivos: ou estão no “modo on” para a reprodução (gestando bezerro de expecativa futura de R$ 3.000,00), ou estão magras, porque estamos atravessando a maior crise de pastagens que eu já vi.


Em terceiro lugar, os bois de pasto, estimo que apenas começem a aparecer com algum volume a partir de março/abril, visto a péssima situação média das pastagens e também devido ao elevadíssimo custo de suplementação energética/proteica.

Estamos atravessando a pior transição seca/águas das últimas décadas em termos de pastagens... O trinômio falta de chuva + cigarrinha + lagarta está expondo uma verdade inconteste: pasto virou insumo para profissionais. Ex.: agricultor é competente para combater lagarta, mas a maioria dos pecuaristas não chega nem perto: a praga “nada de braçada”!

O abate (atual e futuro) extremamente reduzido, enxuga o mercado, aliado à exportação em nível basal mas constante (note que o prêmio China não tirou férias). Resultado: falta produto na ponta final e o preço da carne sobe. Os frigoríficos menores conseguem margem e avançam no macho (não há vaca disponível), forçando os grandes a ir na “mesma tuada”.

E agora, diferentemente do início de novembro, não há nem um ínfimo volume de oferta represada. O ano começa com a escala da mão para a boca. E o boi vai fazer história neste arranque de 2021! E como o boi não é frango, não tem como normalizar num estalo de dedos.

Estamos firmes no arreio... aqui não bambeia o lático não! Feliz 2021! Até a próxima semana!

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:




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