Ganhe uma camionete a cada 1.000 bois vendidos (Blog Front)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 3 de Novembro de 2018

Companheiras(os) que carregam o pó da viagem,

Você se interessa em conseguir uma camionete a mais, para cada 1.000 bois vendidos?

1)    COMENTÁRIO DA CABINE DE COMANDO
Confirmada a previsão da semana passada: do bagaço desta pressão de baixa, não sai mais nenhum caldo grosso. A arroba média do boi no Brasil ficou lateralizada em R$ 140,42 (queda de R$ 0,03 nos dados Scot/IBGE adaptados). Há praças em recuperação, como Goiás, oeste da BA, PR, MA, AL e RO. Os destaques negativos foram a praça de BH e do norte de MG.

A oferta (confinamento) não manterá o mesmo ritmo em novembro (há praças com queda muito forte de oferta, como GO, e outras várias com escalas em encurtamento, a exemplo de SP e  GO). A situação está heterogênea entre as praças do Brasil.

De outra sorte, a exportação deve fazer o mesmo, caindo em volume de agora em diante. A liberação parcial da Rússia anima o mercado e é uma vitória importante para 2019, mas não deve mudar muito o mercado agora, em função da sazonalidade e pelo fato de serem apenas nove plantas habilitadas (apenas cinco são de bovinos). A esperança de uma maior firmeza da arroba fica por conta da esperada melhora no mercado interno de carne no último bimestre (a qual sempre ocorre com a chegada do 13º). Seria muito bom para definitivamente controlar o estoque de carne das indústrias que ameaça subir (tem gente já “tirando o pé do abate”).

Recuperações mais importantes da arroba só ocorrerão se esta (menor) oferta de novembro encontrar um consumo melhor de carne no mercado interno. Segue o jogo!

2)    RECADO DA “MÃE DINAH”
“Depois de enveredar para o desconhecido mundo eleitoral, retorno para a praia de costume, prevendo que se você trata dos seus pastos como lavoura, eles já estão te apertando, pedindo urgentemente mais gado. Correto?”

3)    BEEFRADAR ("pivotagem" radical, para o rumo da estabilidade/alta)
25% queda | 35% estabilidade |40% alta

4)    HORA DO QUILO

As duas frases à seguir são importantes para o entendimento deste Front: “acredito em Deus e na família, todos os demais devem apresentar fatos e dados”; “sem dados você é apenas uma pessoa com uma opinião”. O autor é W. Edwards Deming, professor, estatístico e consultor norte-americano, tido como um dos “pais da qualidade” dos processos industriais dos EUA e Japão no pós-guerra, levando empresas destes países a um altíssimo patamar geral.

5)    TO BEEF OR NOT TO BEEF, A SUA REFLEXÃO SEMANAL
Creio em um antecipação da safra de pasto no médio prazo neste ano (nov/dez no MS e dez/jan em GO, por exemplo). Devido a isto, entendo como cenário mais provável de preços da arroba, uma estabilidade com viés positivo. A intensidade do viés positivo será definida pelo comportamento do consumo do atacado de mercado interno, durante o último bimestre. A princípio, o viés positivo deverá ser “leve” (não me surpreenderia se este viés fosse um pouco mais intenso, caso a euforia pós-eleição se concretizar em efeitos práticos no curto prazo, o que não será fácil). Dúvidas sobre o futuro? Recomendamos fortemente este evento:

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6)    O LADO “B” DO BOI, A SUA CRÔNICA SEMANAL DE GESTÃO DE RISCO EM PECUÁRIA
Enquanto a vacinação de “fetosa” dá uma parada técnica para os (animadíssimos) leilões de reposição e o Bolsonaro agita o País com as primeiras indicações ministeriais, apresento a pergunta: vale a pena investir tempo na comercialização de gado? Vamos responder a esta pergunta, de acordo com os ensinamentos do famoso executivo americano, tangenciados pelas duas frases da “hora do quilo”, ou seja, com fatos e números.

Vamos começar pelos fatos... No front de 13/09, dissemos: “tem praça com entrada de ar, ou seja, mesmo pagando para cima, não aparece o bovino (ex.: TO). Nenhuma praça tem redução de preço no Brasil. Até mesmo as que não subiram preço, são poucas. Se você vendeu no físico ou travou boi nesta semana, o fez numa das mais raras de se ver, parabéns! Enfim, tudo dá a pinta que vai mais. A nova meta parece ser: R$ 155 SP, R$ 150 nas praças ao redor e R$ 145 nas mais distantes”. Logo depois, completamos: “a cura dos preços altos são os preços altos. Portanto, oferte devagar. Põe amor no coração, como disse uma vez o Rogério Goulart. Aproveita devagarinho a onda, fazendo média para cima. A restrição de oferta ajuda, mas tem limite. Ela não pode “discrençar” o comprador. É igual ao ganho compensatório: a restrição alimentar, turbina o ganho de peso no retorno a uma boa alimentação, mas se a restrição for excessiva, ela mata o boi. O remédio vira veneno”! Duvida? Confira no link: https://gestaoderiscoempecuaria.com.br/noticias/noticia/voce-e-investidor-imobiliario-produtor-ou-comerciante-blog-front/

Mas o quê houve, de fato? Vamos agora aos dados (números)? O boi atingiu realmente trinca citada, que aliás, foi a máxima vista no mercado físico! Bingo para quem vendeu! Além disto: quem fez o termo ou usou a BMF para se proteger naquela oportunidade, travou uma venda ao nível de R$ 153/@ (base SP, AV e Livre). No fechamento de outubro, ocorrido na última quarta-feira, a média dos últimos 5 indicadores Esalq/BMF (métrica de liquidação do contrato futuro), fechou em R$ 147,16/@. Isto quer dizer que uma trava realizada no nível indicado pelo Front em 13/set (R$ 153), rendeu R$ 5,84/@ em aproximadamente 45 dias (R$ 153 – R$ 147,16 = R$ 5,84).

Em outras palavras, foram R$ 128,48 protegidos por boi abatido, considerando um animal de 22 arrobas! No caso de 1.000 cabeças, você teria R$ 129.000,00, aproximadamente, valor suficiente para a compra de uma camionete Nissan “0 km” ou uma Ranger. Não sei qual o seu gosto por carros, mas se você preferir, dá para comprar uns 100 bezerros (ou perto disto)!

Isto me fez lembrar a história de Miguel Krigsner, fundador da empresa O Boticário. No início, há mais de 3 décadas, uma modesta batedeira de bolo (daquelas de cozinha mesmo), operada por suas próprias mãos no fundo de sua primeira loja, era a “linha de produção” dos primeiros cremes e produtos vendidos por ele mesmo.

Hoje, a empresa é a maior rede de franquias do Brasil com mais de 3.700 lojas e um faturamento anual da ordem de R$ 163 bilhões. Sabe o que ele fez, quando não tinha a condição ideal? Entrou para jogar com o que dispunha! A condição ideal era absolutamente inacessível para quem estava começando com um investimento pequeno, bem menor do que o valor de um carro simples. Mas, ele teve atitude e ligou a batadeira!

Por vezes, no mundo dos negócios, ficamos aguardando a solução ideal chegar, para então, “começar a jogar”. Ledo engano, pois o que vale mesmo é ter atitude e não exatamente ter a melhor condição.  Na comercialização de gado é a mesma coisa: “Rodrigo, mas o Indicador tem problemas”! Sim, eu sei, ele precisa evoluir... é como a batedeira do Krigsner. Não é ideal, mas dá para ser usado!

Portanto, fica o ensinamento: ligue a sua batedeira e comece. Com o passar do tempo, a sua atitude vai começar a gerar frutos e naturalmente, você caminhará para o cenário ideal. Não se esqueça: ligue a batedeira! Até a próxima!

Foto da semana, em destaque: rodada pelo Mato Grosso do Sul, palestrando. Fotos da região entre Campo Grande, Dourados, Caarapó, Amambaí e Aquidauana. Muita chuva na última semana, lavouras muito bem plantas e já bem nascidas. Pecuária caminhando forte sob o ritmo da ILP. É o Brasil que cresce e faz a diferença.

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