Financiamento rural: o remédio vira veneno a partir de qual dose? (Front)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 6 de Agosto de 2021

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O assunto “dívida” é melindroso para a maioria dos pecuaristas, e bem menos indigesto para a maior parte dos agricultores. Ao longo da caminhada, guardei muitas frases de domínio público sobre o tema. Destaco algumas:
1)    "quem não deve, não tem";
2)    "dívida, só existe depois da data de vencimento. Antes dessa data, ela é apenas um valor que tem que ser pago e que não tem deve gerar nenhuma vergonha”;
3)    "O homem que não tem uns boletos para pagar não é homem de fato";
4)    “Quando eu fico sem um carnê, fico doido para fazer um”;
5)    “Quem consegue melhor modelar vaidades são as pancadas do prejuízo”;
6)    “Quando o ego te recomendar virar à direita, faça exatamente o contrário, costuma dar muito certo, inclusive do ponto de vista financeiro”.

Não resta dúvida que uma injeção de capital no caixa pode ser remédio ou veneno. Além do destino que é dado para o dinheiro, essa diferenciação entre remédio e veneno depende da dose. E aí está o “X da questão”. Qual o nível em que as dívidas deixam de ser saudáveis?


Para responder essa pergunta, contamos com a ajuda da Otimiza, nossa parceira de gestão na Fazenda, franqueada da Inttegra. A Cintya Tongu Andreolli foi quem nos enviou a resposta baseada na sua ampla expertise analisando números de diversos sistemas de produção: “É aceitável o endividamento em até 25% sobre o que vale o rebanho. De 25% a 50%, é algo perigoso e, acima dessa marca, é inegociável. Se o pecuarista deve mais do que 75% de seu ativo pecuário, ele tem um desafio bem grande pela frente. Os juros devem compor até 10% do nível de desembolso anual para uma noite tranquila. Essa é a melhor referência (dívida sobre o gado). Pensar em um nível de dívida sobre a terra é muito variável pois depende do valor da terra. O valor do gado é mais padrão. Mas se fosse para falar um número sobre o valor da terra médio diria que até 5 % seguro, 5 a 10% perigoso e acima de 10% inaceitável”.

Estar dentro das balizas máximas acima listadas é um ótimo referencial, mas sobretudo, ter um planejamento plurianual de fluxo de caixa e um sólido conhecimento do sistema produtivo para identificar o correto destino do eventual capital emprestado, faz toda a diferença para que o remédio não se transforme em veneno!

Espero que tenha sido útil! Grato, Rodrigo Albuquerque!

Disclaimer: nenhum conteúdo do Notícias do Front deve ser entendido como recomendação de venda/retenção/compra de qualquer ativo, título ou derivativo agrícola, ou ainda como recomendação de investimento, mas sim, deve ser entendido meramente como opinião pessoal na data da sua publicação.

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