É perigoso pegar uma faca caindo (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 12 de Dezembro de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

“O mercado está procurando chão firme novamente, apalpando o fundo e ... ainda não o encontrou”! Essa foi a frase que finalizou o MiniFront da semana passada e que serve perfeitamente para abrir o dessa semana!

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Do lado da oferta vemos muita heterogeneidade. Há estados (como MS e RO, p.ex.), em que de fato as escalas estão folgadas e o boi comprado mais barato está entrando com volume surpreendente daqui para frente. Mas há outros (como GO e MG, p.ex.), onde não há tanta folga no agendamento. Este é um ponto marcante.

A oferta importa, claro, mas quem dita o atual ritmo “largado” da arroba é a demanda. E digo mais, pelo lado da oferta já poderíamos dizer que a sangria estivesse mais próxima do seu fim. Explico melhor esta questão da “demanda que manda”...


Vamos lá: a grande mudança na ponta compradora da cadeia foi a temida alteração de direcionamento de vendas, leia-se, o aumento do volume de carne oferecido ao mercado interno (devido à sazonalidade negativa da exportação). Este fato tem produzido os piores efeitos que poderíamos esperar dele, ou seja, o atacado literalmente derrete e isso tira a vontade do frigorífico do mercado interno...

Somando-se a isto tem mais um fator que inclusive foi citado aqui na semana passada: o dólar! O namoro do câmbio com os 5 a 5.10 joga uma pá de cal no ânimo das indústrias exportadoras em segurar o bovino no mesmo preço.

A conclusão: seja grande, média ou pequena, a indústria está menos compradora, adquirindo apenas o mínimo necessário, desinteressada e querendo trabalhar com estoque bem reduzido de carne (temerária com a demanda de janeiro).

É aquela história: o boi adquirido hoje, vai ter a sua carne vendida em meados de janeiro, e como a tendência que paira é de desvalorização da carne de amanhã, a consequência é o frigorífico tentar desvalorizar a arroba de hoje, a fim de gerenciar sua margem futura. Difícil saber até onde vai esta sangria.

Em diversos momentos, para quem acompanha este mercado diariamente, dá a impressão que já caiu muito, de modo que a “mão coça” para comprar boi na B3 entre R$ 240,00 e R$ 250,00 (nível de preço do boi entre jan e jun/21, à disposição na tela). Eu fiz isto nos últimos dias, mas comprei/vendi, comprei/vendi, comprei/vendi. Não tenho coragem de montar posição vendida perto destes níveis, mas a posição comprada ainda não inspira confiança.

Resultado: estou de fora, apenas olhando afinal de contas “tem momentos em que a melhor operação é olhar”. Tem sido perigoso pegar esta faca caindo... Apesar de tudo eu digo francamente: eu ainda acredito muito na firmeza do boi do primeiro trimestre de 2021... Um abraço e até a próxima semana...

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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