Dólar mais manso imprime baixa ou limita teto? (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 5 de Junho de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Temos um famoso bordão sobre o futuro dos preços que já devo ter repetido centenas de vezes aqui no Front. Esse bordão é um bom resumo do que foi essa semana: o futuro é sempre opaco! A opacidade veio em carga máxima através de notícias importantes e, não raro, antagônicas em termos de tendência de preço. Elencamos abaixo os nossos destaques para a gente tentar entender melhor:

Visita online: https://www.allflex.global/br/

1.    Notícias da Ásia dão conta de uma “briga de cachorro grande” com relação ao preço das ofertas de carne dos frigoríficos exportadores. Os importadores dizem que não vão aceitar aumentos em sequência e em percentuais relevantes, como tem sido. O mercado deu uma travada mas as últimas informações mostram que os negócios voltaram a fluir com preços menores do que o desejado pelos exportadores inicialmente, mas maiores do que os importadores queriam. Não está tendo saída nesse tal planeta terra! Os preços internacionais estão em alta, e seguirão dessa forma;

2.    O mercado físico começa a sinalizar o início do cenário da mais absoluta restrição de oferta de gado para abate, prevista para as próximas quinzenas e que já foi “desenhada” aqui. As escalas começam a encurtar, escancarando a dificuldade de compra de matéria-prima que se avizinha. Os preços retornam mais folgadamente aos maiores patamares vistos no ano (abril). Se o boi é firme, o atacado da carne não ficou atrás, depois da virada de mês acompanhada de feriado (disponibilidade de produto muito apertada);

3.     O Indicador CEPEA/B3 “pariu” referências de mercado totalmente desalinhadas com o que estamos vendo no físico, e imaginamos que isso seja consequência do volume extremamente reduzido de negócios, ainda mais em uma semana com feriado;

4.    O CEPEA no estilo “dente de cachorro”, alternando valores ora desviados para cima (p.ex. 28 e 31/maio), ora desviados para baixo (p.ex. 02/junho), acabou por destravar uma boa realização da B3, reduzindo em meados da semana o enorme ágio frente ao físico. Além de fortes emoções para quem está envolvido na bolsa, esse movimento potencialmente pode gerar boas oportunidades, mas não se esqueça: oportunidade só é oportunidade enquanto nem todos veem...

5.    A maior preocupação que ronda as sombras do mercado é, sem dúvida e longe da segunda, o nosso novo patamar de câmbio. Abandonamos os 5.20 a 5.30 e flertamos com os 5.00 (ou até 4.70/4.80, para quem gosta de futurologia e gráficos). Completamos uma semana inteirinha com a nossa carne balizada em US$ 60/@, fato que não ocorria desde agosto/2011, quase uma década! A pergunta é: o Real mais forte vai imprimir baixa nas commodities (boi e milho)?

6.    Por fim, e quase despercebido, o bezerro cravou na última terça o valor de R$ 3.216,58/cab, maior valor nominal da série histórica.


Falei, falei, falei e nada de resolver a sua maior agonia, não é verdade? O boi vai ceder em função do câmbio? Resp.: Ah, seu eu tivesse certeza! O câmbio mais ameno, ao menos para mim e por ora, está muito mais para diminuir topo de máxima do que para imprimir baixa na entressafra. O PIBão que está saindo do forno e virando realidade, deixará 80% do nosso consumo (mercado interno), mais ativo. Quem viver verá! Como tenho dito: os pessimistas terão trabalho para manter o tal pessimismo num futuro próximo... Até a próxima! Saúde, Rodrigo Albuquerque!

Disclaimer: nenhum conteúdo do Notícias do Front deve ser entendido como recomendação de venda/retenção/compra de qualquer ativo, título ou derivativo agrícola, ou ainda como recomendação de investimento, mas sim, deve ser entendido meramente como opinião pessoal na data da sua publicação.

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:


Artigos Relacionados

Comentários ( 0)

Escreva um comentário