Do mercado eufórico direto para o mercado insano (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 25 de Junho de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Semana passada eu disse que um caminhão tinha passado em cima do boi da bolsa e havia perguntado se alguém tinha anotado a placa. Nessa semana, o mesmo caminhão deu ré e “pisuou” mais ainda na B3 a ponto de termos saído de uma condição de R$ 30/@ de ágio para a entressafra (frente a maio), para um deságio frente ao mercado físico (de junho). Saímos da euforia para a insanidade de mercado, entre o final de maio e junho.

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No mundo real, fora do ar condicionado, estamos vendo uma sazonalidade típica, normal e esperada no mercado interno da carne bovina ou seja, menos pujança de compra na segunda quinzena do mês. Em compensação a exportação de junho vem com dados preliminares sinalizando uma melhora importante, com aceleração no volume embarcado de 15% sobre o mês anterior, chegando perto do YoY. Lembro também que a Argentina não vai retornar de maneira plena ao mercado exportador, segundo as últimas notícias...

Do lado da oferta vemos que existe uma tendência heterogênea de que julho tenha menos gado disponível para abate do que o mês de junho, principalmente na segunda quinzena. Em algumas praças isso está mais claro, a exemplo de MS e até de SP. Em outras, como GO, isso ainda é um tanto velado. Acreditamos nessa direção de maneira geral no Brasil.

O grande destaque da semana foi o dólar que, depois de algumas tentativas, finalmente rompeu o suporte de R$ 5,00, olhando agora de perto para os R$ 4,90. Aqui está o maior patrocinador dessa forte redução de expectativa de preço em R$/@ para o segundo semestre. As previsões indicam que o câmbio virá mais abaixo, algo como 4,50 a 4,80 para o final do ano, alimentando esse sangue na bolsa. Por ora, no mercado físico, as tentativas de redução de preço ou não existiram ou foram extremamente tímidas e passageiras. De concreto, fora do ar condicionado (como eu digo), nenhum efeito no bovino do mundo real.


Tudo que foi dito na semana passada permanece válido, especialmente os alertas: “a B3 com curva de preços futuros sem prêmio, ou pior, com deságio, desestimulará mais ainda a oferta do ano”; “o mercado físico não chegou até onde a B3 foi na alta, da mesma forma, não cairá até onde a B3 irá ceder (vale para o milho e para o boi)”.

Sobre o mercado futuro, recorrentemente questionado, friso dois pontos:

1)    Relembro para todos aqui o recado dado aos assinantes no dia 18/junho: “quando você entra em qualquer operação do mercado futuro é fundamental você ter bem claro quanto dinheiro você pode perder (Ricardo Heise). Acima de qualquer coisa, você tem que saber ‘até onde vão as suas fichas’ pois o mercado pode ficar irracional por um tempo maior do que a sua liquidez suporta. E isso é normal”. Se for montar uma posição, coloque o peso na mochila que as suas costas aguentam, seja na reta, na descida ou na subida. Acho que ficou claro o que eu quis dizer...

2)    Como está no título desse MiniFront, migramos de um mercado eufórico diretamente para um mercado insano. Compartilhei com os assinantes nesse finalzinho de semana um “podcast sertanejo” (áudio no Whatsapp) com o ensinamento que sorvi da “turma da Faria Lima”: há duas formas de se lidar com mercados insanos (veja a seção Conteúdo Premium no portal: https://gestaoderiscoempecuaria.com.br/noticias/lista/conteudo-premium/).
O mercado até pode ficar insano, mas você, nunca! Até o próximo episódio! Saúde em excesso, Rodrigo Albuquerque

Disclaimer: nenhum conteúdo do Notícias do Front deve ser entendido como recomendação de venda/retenção/compra de qualquer ativo, título ou derivativo agrícola, ou ainda como recomendação de investimento, mas sim, deve ser entendido meramente como opinião pessoal na data da sua publicação.

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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