Desceu de elevador e está subindo de foguete (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 12 de Novembro de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Mais uma semana maluca para a conta de 2021! Mas no meio da maluquice, uma boa notícia: o mercado antecipou o presente de Natal aos pecuaristas. Vamos elaborar sobre isso?

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Como dissemos na semana passada, a arroba passou a olhar para cima, e apesar de ter seguido muito forte nesse rumo, não parece ter ainda encontrado o seu novo ponto de equilíbrio. O mercado físico deixa isso muito claro.

Eu nunca duvidei desse movimento de forte recuperação da arroba, que eu chamei de “efeito rebote”. Em 06/10/21, auge do pessimismo do mercado, disse aos assinantes do Notícias do Front Premium: “continuo acreditando fortemente no efeito rebote dessa crise, mais especificamente no primeiro trimestre de 2022.

Continuo acreditando fortemente na agropecuária e no fato de sermos o “hipermercado do mundo”. Em algum tempo isso será passado. Tenhamos sabedoria”.
Portanto, a recuperação da arroba não foi surpresa, mas sim a sua data: o presente do finalzinho do ano/início de 2022 imaginado por mim, acabou chegando antes... Outra coisa que impressiona muito: a intensidade da recuperação! Eu jamais vi uma invertida dessa magnitude. Dizemos em geral que a arroba desce de elevador e sobe de escada, mas dessa vez, “supitou” garrada no rabo de um foguete. Aumentos acima de R$ 10,00 por dia foram comuns.

O melhor de tudo é que tudo isso ocorreu sem China, ou seja, a recuperação está baseada no mercado interno e nos demais mercados de exportação (dólar ajudando muito). O gatilho de margem confortável para esses mercados foi o disparo da arrancada.  Note nas últimas semanas como os frigoríficos de mercado interno (milhares de abelhas) estavam ativos na compra de boiadas, incomodando as grandes indústrias (grandes ursos). Os grandes ursos preferem brigar com outros ursos, ao invés de enfrentar um enxame de abelhas.


A disputa das indústrias pela aquisição de boiadas foi fundamental: o pecuarista, com sangue nos olhos, agora é o leão que aguenta dez altas. Resultado: a oferta que tinha entrado em redução grande, naturalmente, teve a sua escassez instalada de vez! Quem apanhava, passou a bater.

O preço de R$ 300,00/@, realidade em muitas praças, continua sendo barato porque produz prejuízo para o confinamento em curso e para os lotes a ingressarem na sequência (o custo de produção alto é hoje um enorme pilar de sustentação da arroba). Por outro lado, os mesmos R$ 300,00/@ são caros, pensando na venda de carne do mercado interno. Pensa numa sinuca de bico!

Sobre o ocorrido na última quinta-feira, o dia mais maluco do boi na bolsa que eu já pude vivenciar (após a divulgação irresponsável de uma matéria em mídia aberta totalmente descabida sobre possíveis casos de vaca louca em humanos no Brasil, conteúdo prontamente desmentido pelo MAPA), vou dizer apenas uma coisa: fico pensando se uma frase que não gosto muito não seria verdade: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo” (autor desconhecido). Nós nos sabotamos! O fato teve reflexos dentro e fora do País. A palavra é uma arma!

O momento da arroba é muito bacana, chega a ser redentor, mas não duvide: teremos um novo ponto de equilíbrio adiante! Talvez R$ 310,00/@ (base SP, à vista)? É uma boa aposta, mas é impossível ter certeza de algo nesse momento. Finalizo reforçando: cuidado com o cenário de euforia que alguns estão vivendo. Segue o jogo!

Rodrigo Albuquerque

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