De onde é melhor ver a fazenda: do lombo do cavalo ou do drone? (Blog MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 3 de Maio de 2019

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Pano de fundo do mercado inalterado: há 3 semanas perdemos o embalo do (extenso) aquecimento de preços da arroba (durou 9 semanas), mas o mercado NÃO cede fortemente, pois chuvas importantes ainda abençoam os pastos de SP, MS, GO, TO, RO, etc. O pecuarista ainda está confortável (a safra foi empurrada para frente) e o frio não chegou forte. Se por um lado “não derrete”, por outro, não tem como reagir agora. Segue o “soft landing” (pouso suave).


Importante notar que os preços caem de maneira localizada. Há locais onde a pressão tem “colado melhor”, p.ex., GO, MG e talvez MS. Há outros onde ela não colou, como é o caso do MT, TO, Pará (menos Redenção). O oeste da BA, RS e SC permanecem em subida de preços. No frigir dos ovos, a arroba média do boi no Brasil caiu R$ 0,24 no fechamento semanal, marcando R$ 146,28 (prazo e livre, dados Scot/IBGE adaptados). A @ média nacional da vaca marca R$ 136,39, nas mesmas condições.

Os frigoríficos escalam melhor que no primeiro trimestre, é verdade. Mas ainda recorrem a lotes “picados” para fazer volume um pouco maior. Há praças com escala da próxima semana pronta, mas há muita carência de lotes grandes no mercado.

Do lado da carne bovina havia expectativa boa na virada de mês, até porque o frango e suíno estão aquecidos (maior valor dos últimos 12 meses -Scot-), mas a expectativa foi frustrada. Tomara que o meio de mês com dia das mães (12/05) dê melhor fluidez ao atacado. Não podemos correr o risco do atacado cair agora, pois isto aumentaria as tentativas de pressão mais fortes. Além do dia das Mães (importantíssimo no atacado/varejo), a missão da Ministra Tereza Cristina na China (dia 06/05), anima a esperança dos frigoríficos (notadamente os exportadores, que estão bem melhores do que os de mercado interno). Ainda tem a possibilidade dos EUA e Indonésia... As melhores notícias (e sobretudo margens) da indústria, definitivamente estão vindo de fora neste ano. Segue o jogo!

“Tem gente comprando boi como se ele fosse acabar”! O assunto foi abordado em um “mercado minuto” da semana (acesso livre), em parceria com a TVAgro do amigo Antonio Pereira: https://gestaoderiscoempecuaria.com.br/noticias/lista/mercado-minuto/

Hoje em dia, quanto tempo passamos observando os animais comendo, pastando, bebendo água? Com a chegada da tecnologia, ficamos mais perto do Excel e muito mais longe do boi, da vaca, do bezerro e do peão. Temos olhos aguçados para a tecnologia que custa dinheiro, mas temos uma visão turva sobre aquela tecnologia que não custa: uma água e bebedouro limpos, um pasto bem colhido, um peão satisfeito, bem traiado e caprichoso. Porquê e como resolver isto? O Front Premium trás a resposta! Obs.: na semana que vem postarei aos assinantes um resumo de uma palestra do Antonio Chaker, a qual assisti recentemente, e que vai muito de encontro com esta reflexão!

Até a próxima!

Fotos em destaque: Estádio Serra, no dia 01.05.19; lembranças da égua Shakira e do Vermelho Grill de Campo Grande/MS. Detalhes no nosso Instagram @noticias_do_front.

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