Chegou a hora de testar o físico (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 27 de Agosto de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Depois de muito tempo, é chegada a hora, infelizmente... Não há nada de novo no mercado que justifique, além do cenário que temos reportado aqui há três semanas. Nada mais natural (e esperado) o frigorífico ter decidido implantar uma pressão no físico.

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A pergunta não é se a pressão vai ocorrer. Ela é real e está aí, ainda leve e não homogênea. Estados que tem a cultura do confinamento em menor grau, tem pressão menor. Compradores que tem a cultura do boi de contrato (termo, parceria, chame do nome que preferir) em menor grau, também pressionam menos as ofertas de compra das boiadas.

A pergunta agora é: até onde essa pressão vai? Vamos responder sob dois prismas, primeiro pela análise técnica (ou grafista). Por esse tipo de análise, que não vê boi e só ocorre no “ar-condicionado”, a coisa do bovino está feia, bem mais do que podemos imaginar. Dependendo do analista que produz a informação, vem um veredito, mas a maioria mostra gráficos que apontam como o primeiro potencial de queda para a arroba, algo como R$ 15,00 abaixo do nível onde a bolsa terminou a semana (BGI V21, boi out/21, próximo de R$ 315 – R$ 15,00 = R$ 300,00). E tem gráfico bem pior que isso, acredite...


Pela análise fundamentalista, o físico do boi também pode estar apontado para baixo, para quem acredita que o fundamento da oferta confinada, em volume grande e de maneira concentrada (agosto, setembro e outubro), pode falar mais alto. As escalas estão muito alongadas, como há muito tempo não víamos (basta consultar a Agrifatto e AgroBrazil, para citar dois exemplos). Já falamos desse fenômeno com os assinantes do Notícias do Front Premium na semana passada. É a consequência do excesso de boi de contrato, principalmente, para alguns players que se posicionaram acima do necessário nessa modalidade de negócio, em minha visão. Isso tem sim um peso grande no mercado, e é o que sustenta essa pressão de baixa em nosso entendimento, principalmente pelo fato dessa oferta vir do boi confinado, em que o pecuarista não tem poder de barganha para postergar abate, caso o preço ofertado não lhe agrade na hora de fechar a venda. Isso é decisivo!

A análise fundamentalista permite múltiplas interpretações. O sujeito fundamentalista pode ter uma conclusão bem “menos pesada” sobre o mercado se considerar a demanda com o maior peso definidor da arroba de curto prazo. Digo isso pois a demanda segue firme no setor que mais entrega margem, a exportação. E isso é o que está sustentando o boi, aliado ao dólar, impedindo uma derrocada contundente da arroba.

Em minha visão (fundamentalista), a atual onda de pressão no físico está alicerçada no fundamento de oferta (excessiva), a qual tende a produzir perda de preço de maneira menos intensa do que se ocorresse em função do fundamento de uma demanda ruim (ou de ambas em concomitância). Considero o mercado para baixo, dessa forma. Os terríveis números dos gráficos, só tem chance de ocorrer, caso a demanda entre no mesmo sentido da oferta, ou seja, caso algum fato negativo ganhe corpo com a exportação, por exemplo.


Essa é a minha visão. Eu não tenho a menor de ideia de onde o mercado irá ter suporte, mas não estou pagando para ver: há três semanas adquiri proteção para a boiada da Fazenda Terra Madre, tal como alertei aos assinantes. É o meu melhor conselho, já dito aqui, repetidas vezes. Saúde em excesso!

Rodrigo Albuquerque

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