Balizador GPB 3.0, seu novo e indispensável companheiro (Blog Front)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 26 de Maio de 2018

Companheiras(os) que carregam o pó da viagem,

O que a Maria Macia (Cooperativa de carne bovina, conduzida por pecuaristas do Paraná), tem a ver com o Balizador GPB 3.0, foco deste Front?

1)    COMENTÁRIO DA CABINE DE COMANDO

Quem diria? Perdemos liquidez na cadeia bovina em 2017 e novamente agora, com a “delação do caminhão”, depois de um ano! As consequências da greve dependem de sua duração/intensidade (as próximas horas são fundamentais, após o acordo anunciado na noite de quinta, pois insurgências continuam -no fechamento desta edição-). Restrição de vendas de alimentos aparecem por aí. A tendência natural será o atacado e varejo incrementarem o ritmo de recuperação de preços, que já vinham cursando. Eles estão ao lado do elo que não vai mudar seu comportamento imediatamente (o consumidor vai continuar comendo carne).

Quanto a arroba, o fato vem em hora muito “ruim”. Ele não muda os fundamentos, por isto, cremos que será menos agressivo aos preços do que no episódio de perda de liquidez de 2017. De toda a forma, é final de safra e represar vendas não é nem um pouco desejável. O impacto no boi gordo, vai depender do ritmo de retomada das vendas por parte dos próprios pecuaristas e da duração dos impedimento dos abates. Após a retomada, caso a venda não seja compassada, há risco de pressão. Difícil dizer agora! Até então, digo que está mais para postergar a recuperação da arroba do que para “afundar” o bovino. Porém, é muito, muito preocupante. Estamos com problema sério em fábricas de suplementos, em confinamentos, em leiterias, além de um potencial mortal em granjas (suínos/frangos).

Os animais sofrem e cada elo sofre de um jeito, com o bloqueio de entradas/saídas. Quem tem pouco estoque (de dinheiro e insumos) vai sofrer muitos prejuízos. Toda atenção é pouca. A perda de “liquidez de entrada/saída” pode se transformar em problema de liquidez financeira para quem não tem “café no bule”. O objetivo aqui é entender as possíveis consequências do movimento, do ponto de vista do mercado.

Enquanto tínhamos o mercado rodando (até dia 23), vimos que a inversão de tendência do último BeefRadar, realmente antecipou nosso futuro: interrompemos a “perna” de baixa da arroba! Depois de um mês e meio, a arroba do Brasil, assumiu a tendência de estabilidade com viés positivo (+R$0,24/@ na semana). Os estados de GO, sul TO, Triângulo e Rio Grande do Sul, puxam a fila da alta (Scot/IBGE, adaptado).

2)    RECADO DA “MÃE DINAH”

“Seguro de preço tem que ser comprado antes do carro bater. A BMF voltar a precificar prêmios interessantes para a saída de confinamento (até o mês de outubro), para quem quiser ter uma ‘escora’ de preço contratada. Você pode aproveitar uma alta, sem ‘peitar’ o mercado”!

3)    BEEFRADAR: reequilíbrio entre queda/alta em função da perda de referência da @
30% queda | 40% estabilidade |30% alta

4)    HORA DO QUILO
“Sucesso em investimentos não depente do que você compra, depende do preço que você paga” (Howard Marks). Estes dias, falamos em aproveitamento das janelas de compra. Alinhadíssimo!

5)    TO BEEF OR NOT TO BEEF, A SUA REFLEXÃO SEMANAL

Preciso de de 3 min de sua atenção para entendermos a relação da indústria de saúde animal com o pecuarista (reprodução e saúde animal). A pesquisa pode ser respondida por pecuaristas, gestores ou por pessoas que convivem com o meio pecuário. As instruções e o link do formulário, estão em:
https://nf2r.com.br/noticias/pesquisa-databoi_iboipe-5-formulario/

Em troca, ofereço um resumo da excelente palestra do (meu amigo) Alexandre Mendonça de Barros, proferida na última terça, no Confinar de Campo Grande/MS.
https://nf2r.com.br/noticias/resumo-palestra-alexandre-mendonca-de-barros-confinar-campo-grande-ms-22-05-18/

6)    O LADO “B” DO BOI, A SUA CRÔNICA SEMANAL DE GESTÃO DE RISCO EM PECUÁRIA

Você encontra um amigo que acabou de comprar uma camionete, mesmo modelo da sua, “zero km”. Ele está muito satisfeito e você pensa em trocar a sua, que está “mais surrada que joelho de baiana na semana santa”. Você pergunta: “qual a baliza de preço da zero km”? Situação comum, não? Você quer saber, quando vale a mercadoria que lhe interessa negociar.


Troque a camionete por “boi” e a intenção de compra, pela de venda. Pensou? Concorda que ocorre o mesmo quando você tem boi gordo para vender? Você quer saber quanto está valendo a mercadoria em negociações recentes, líquidas e feitas por seus pares, porque a última coisa que você quer que lhe ocorra, é vender mais barato do que seu vizinho. É ou não é? Para conseguir sua “baliza”, atualmente você tem três alternativas:
1.    Relatórios de mercado privados (ex.: Agrifatto, Scot, Carta Pecuária): todos eles são bons demais e os julgo indispensáveis (os citados, além de outros). Eles te dão o “fio da meada”, mas não lhe saciam a vontade de saber os negócios de seus pares próximos;
2.    Indicador Esalq/BMF (preços de SP) / Preços regionais da pecuária de corte CEPEA (preços de todo Brasil): os dados divulgados pelo CEPEA há décadas são um trabalho hercúleo, e estão envolvidos na demanda da BMF. Porém, usar estes números para atender à demanda de “balizamento comercial” dos produtores, implica em duas dificuldades importantes:
a.    A amostra diária de negociações passa por uma metodologia de cálculo imposta pela B3 (BMF), que é a “dona” do indicador (o CEPEA é apenas sua “fábrica”). Esta metodologia estatística acaba por criar um distanciamento do nosso desejo (baliza). Ex.: frigoríficos SISP não entram na composição de preços e, muitas vezes, eles são os que pagam os maiores valores pela arroba.
b.    O volume de amostras de negócios é pequeno, e um dos grandes motivos é o próprio sucesso do levantamento, além de falta de interesse/conhecimento dos pecuaristas. Muitos, por (sabiamente) respeitar o nome da Esalq e dos seus pesquisadores, passaram a usar os próprios índices para precificar seus negócios. Então, outra parte do mercado fica à parte do levantamento.
Obs.: é dever inegociável de todo pecuarista continuar informando suas negociações ao CEPEA (abate/reposição), independente das dificuldades listadas. Temos que lutar para melhorar e não virar as costas, mesmo porque o CEPEA é fundamental para termos a B3, nossa proteção.
3.    ZapZap: o lema “nunca acredite em tudo e nunca duvide de nada” é a máxima do zap. Além disto, as informações estão perdidas entre milhares de piadinhas, mensagens, lamentações, ofertas, vídeos, etc, impossibilitando seu pronto uso.

De toda a sorte, a tríade é o que “temos para hoje” no tocante ao “balizamento”. Melhor: é o que tínhamos! Agora temos o Balizador GPB 3.0, que chega para somar e não para concorrer com as 3 possibilidades que existem hoje e que devem seguir. Explico melhor:
1.    O GPB é o Grupo Pecuária Brasil, de Baurú/SP, criado pelo Companheiro Oswaldo Furlan (em 04/04/14) e que hoje reúne cerca de 1.250 pecuaristas e pessoas ligadas ao pacote tecnológico, em 151 cidades e 3 países. Hoje é assentado no Telegram (um “primo” do whatsapp). O grupo está coligado a outros 42, formando uma teia de mais de 7.500 integrantes, contando com 98% de “aprovação”. Hoje tem representatividade nacional.
2.    O GPB está passando por uma Institucionalização, e seguirá sem fins lucrativos, feito de produtor para produtor (quem sente a mesma dor é quem tem a maior chance de lhe ajudar). O GPB, junto com seus comitês/parcerias (Assocon, SRB, Scot Consultoria, BeefRadar, Z1 Consultoria) entregam aos produtores várias soluções: compras/vendas coletivas, balança do produtor (SP), compartilhamento de informações, serviços, notícias, aprendizados, etc. E finalmente: entregam o Balizador GPB 3.0!
3.    Se você é pecuarista no Brasil, tem Telegram no celular, tem uma conta de gmail, basta contatar o Beto Zillo (+55 14 9 9762 8515 – via zap) e se cadastrar como membro do GPB, informando seu nome completo e qual grupo de pecuária você participa. Após ser inserido no grupão GPB, você terá acesso a um link, onde poderá informar seus preços de arroba negociados (formulário eletrônico de fácil e rápido preenchimento). Instantaneamente, você poderá consultar a “baliza” de preços informada exclusivamente por produtores (seus pares), com acesso 24h (em tempo real). Você terá acesso a todas regiões, com todos frigoríficos (SIF ou não SIF). Poderá ver a quantidade de negócios e a composição do preço (base + prêmios) de todas as regiões do Brasil. O sigilo é 100% garantido pelo próprio GPB, que auditará as informações colhidas.

Deu para entender a diferença de um Indicador e de um balizador de preços. Entendeu porque precisamos das duas ferramentas?

Por fim, respondo à pergunta do início: a Maria Macia (exemplo maravilhoso e singular de Cooperativa de carnes do Brasil, feito por competentes pecuaritas do Paraná), tem sim algo a ver com o Balizador GPB 3.0: ambos dependem exclusivamente de você, pecuarista, para seguir em frente! Cadastre-se, compartilhe, contribua e desfrute das informações. Precisamos nos mobilizar, tal como os caminhoneiros. Porque não nos mobilizamos por incorpar o balizador e por melhorar o Indicador Esalq/BMF, pecuarista? Agora você tem os dois! Eles são o melhor insumo para uma venda eficiente, mais corretamente valorizada e protegida pela bolsa. Dúvidas? Veja o vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=ifPqZFQ0uv0&feature=youtu.be 

Até a próxima!

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