Artigo de Mauricio Velloso (Assocon), sobre meio ambiente

  • Por Rodrigo Albuquerque - 25 de Agosto de 2019

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Segue artigo escrito por um de nossos líderes, o Maurício Velloso, falando em nome da Assocon. O próprio autor, gentilmente enviou-me o material para publicação. Segue... Seu título é sugestivo: "Não queime a língua - saiba a verdade sobre incêndios florestais". Sua transcrição integral está abaixo.

Nem expert, nem nerd. Basta ser primário, ou passar pela National Geographic TV para
constatar a ocorrência de incêndios florestais - espontâneos ou provocados - desde os
primórdios. São inúmeras as causas dos incêndios florestais, e, excluindo-se as áreas
desprovidas de vegetação, todo o planeta Terra sofre essa tragédia todos os anos. "Em 2018,
a Grécia sofreu o pior surto de incêndios florestais desde 1900, matando mais de 100 pessoas.
Na Suécia, mais de 80 incêndios em mais de 250 quilômetros quadrados se propagou pelas
densas e normalmente úmidas florestas do norte. A Finlândia e a Letônia lutaram sem sucesso
contra suas próprias chamas. A Europa pega fogo todo verão, principalmente próximo ao
Mediterrâneo. Em média, mais de 3,8 mil quilômetros quadrados da União Europeia queimam
todo ano. Já no ano passado, os incêndios atingiram quase três vezes sua média, matando 66
pessoas na Espanha e 117 em Portugal“. (fonte: National Geographic). Serão seus dirigentes ou
seus produtores rurais os culpados? Evidente que não.

As causas dos incêndios podem ser de causas naturais, como ocorre muito em algumas
regiões do Cerrado brasileiro, Savanas africanas, Pampas gaúchos ou Florestas californianas,
mas, a maior parte acontece devido à ação antrópica imprudente. Ou seja, gente. Essas
ocorrências, naturais ou não, são fonte de prejuízos incalculáveis para todas as nações, e
portanto, dignas de combate rigoroso, lamento e solidariedade entre os povos. Entretanto,
politiqueiros nacionais e alguns dirigentes internacionais, de forma irresponsável, casuísta
e midiática, querem fazer parecer que a tragédia do incêndio florestal brasileiro, em plena
estação seca, é algo aceitável e promovido pelas autoridades brasileiras ou pelo nosso setor
agropecuário. Essas aleivosias, além de levianas e ofensivas , são criminosas. No site do Global
Fire Emission Database (Banco de dados global de emissões de incêndios) é possível ver
diversos gráfico interativos que demonstram cristalinamente não haver nada de anormal
acontecendo na Amazônia. O projeto compila e analiza dados da NASA. Dados do Inpe revelam
que houve redução de 66% nos focos nacionais de queimadas de 2007 para 2018. Apenas no
mês de agosto, redução de 58,11% entre 2007 e 2019.
Esses são os dados reais sobre o Brasil.
A França por exemplo, teve mais de 3.000 há destruídos na sua região sudeste. Será culpado o
presidente Macron? Não. O prefeito de Gard, Didier Louga, apontou o calor extremo, a estação
seca, como principal causa dos incêndios. (fonte: Reuters) Também na Califórnia, USA, não
é diferente. A temporada de incêndios florestais na Califórnia em 2018 foi a mais mortal e
destrutiva no registro da história da Califórnia, com um total de 8.527 incêndios que queimaram
uma área de 1,893,913 acres (7.664,394 km²), a maior área queimada registrada em uma
temporada de incêndios na Califórnia. Será lícito acusá-los, aproveitar-se da tragédia alheia para
obter lucro ou promoção pessoal? Acreditamos que não.
Nós, produtores rurais e, acima de tudo, patriotas brasileiros, rechaçamos as tentativas de
macular o nosso compromisso inegociável com a produção sustentável e a conservação do
meio ambiente, bem como com a postura responsável e consequente do presidente Bolsonaro
e seus ministros Ricardo Salles e Tereza Cristina quanto à questão ambiental amazônica e
brasileira.

Maurício Velloso - Presidente da ASSOCON | Associação Nacional da Pecuária Intensiva

Artigos Relacionados

Comentários ( 0)

Escreva um comentário

Next Sites

Oops... Página não encontrada.

Desculpe, mas a página que está a procura não existe.