Aplicativo entressafra foi instalado com sucesso! (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 29 de Maio de 2021

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Vejamos os títulos dos três últimos episódios: faz sentido o boi gordo derreter? (05/maio); já “lá einvai” Tia safra? (14/maio); o futuro saiu na frente (21/maio). Por fim, adicione esse derradeiro título e verá que há claramente uma lógica na linha do tempo, ou seja, a pressão de safra que chegou no final de abril/início de maio, dava sinais de que não seria contundente desde o meio desse mês. E o que temos agora?

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A safra de pasto está no retrovisor! Impera o clima de entressafra que, por sinal, chega acompanhado de uma seca que tem potencial para ser a pior das últimas décadas.

É evidente que as boiadas terminadas à pasto com altas quantidades de suplemento energético, bem como as oriundas dos confinamentos menores, estão começando a fazer falta nas escalas. Elas tem sido fundamentais entre a entrega da safra de pasto e a de confinamento. Esse ano esse “produto” está em falta.

Ao longo da semana, os preços retornaram para os níveis que eram vistos até meados de abril ou estão em ascenção para alcançar esses níveis em breve (a depender da praça). Dessa sorte, o contrato da B3 de maio deve ser liquidado na próxima segunda entre R$ 312,50 a R$ 313,50. Isto ocorrendo, teremos tido uma safra terminando quase R$ 20/@ acima do pico da última entressafra! Olha que firmeza...


Do ponto de vista do mercado futuro, vimos uma paradeira danada no meio da semana e um ajuste negativo no seu encerramento. É um movimento técnico natural, afinal de contas a bolsa ficou muito na frente do físico e, com o junho virando mês presente, é natural que a diferença entre o Indicador e o BGI M21 tenha tendência de reduzir.

Por fim dois pontos me parecem fundamentais para os rumos do curto prazo:

1.    Qual o nível de margem máxima que o mercado externo pode entregar? Visto que o mercado interno está “meio que posto” (ou seja, de lado), a maior margem atualmente está com o frigorífico exportador. Eles estão elevando fortemente as ofertas para os contratos de entrega de carne dos próximos meses. O potencial máximo de preço que a arroba brasileira pode alcançar nas próximas semanas vai até o preço que a demanda externa aceita pagar (evidente que câmbio é importantíssimo também);

2.    Qual a dimensão do "buraco negro" da oferta de gado terminado que pode ocorrer em junho, mas principalmente em julho?


A hora da verdade chegou! O mercado vai separar os homens dos meninos e as mulheres das meninas! Até a próxima! Saúde, saúde, saúde, Rodrigo Albuquerque!

Disclaimer: nenhum conteúdo do Notícias do Front deve ser entendido como recomendação de venda/retenção/compra de qualquer ativo, título ou derivativo agrícola, ou ainda como recomendação de investimento, mas sim, deve ser entendido meramente como opinião pessoal na data da sua publicação.

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