Ainda sem força para reagir (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 5 de Agosto de 2022

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Pensa num momento de mercado da arroba completamente intrigante... agora multiplica por dez! Pronto, esse é o mercado do boi gordo atual. Tem gente entendida com medo da entressafra ser frouxa... Tem gente entendida achando que o boi rasga para cima logo adiante... Tem gente entendida dizendo que não tem a menor ideia do que pode ocorrer nos próximos meses. Tem de tudo, menos certezas. Vamos aos nossos destaques semanais!

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1)    A água está mexida, portanto, turva, sem transparência. Caso você esteja se sentido “perdida(o)”, acredite, isso é normal. O anormal é ter alguma certeza de qualquer coisa. Praticamente não há unanimidade no mercado pecuário atual;

2)    Do ponto de vista de oferta de gado gordo, alguns relatam que a boa fluidez apresentada em julho segue em agosto. Outros relatam que o ritmo caiu, embora, nem de longe tenha atingido nível capaz de preocupar a indústria ao ponto de ela ter que pagar para cima. Parece-me que, de fato, a oferta reduziu um dente da sua engrenagem. Apenas teria acabado o “boi do desespero”;

3)    Em alguns casos, as escalas estão mesmo um pouco menores. Em outros, casos, seguem de fato bem alongadas. Tem ainda aquelas que permanecem infladas graças ao “fakeboi” (aquele que só existe no discurso do comprador de gado que acha que o pecuarista é tonto). Tem de tudo! Mas, de maneira geral, as escalas seguem exibindo relativo conforto, bem acima do que até mesmo os compradores previam. A indústria está sem pressão de compra em nível nacional;

4)    Do lado da demanda interna, estamos em início de mês com volta às aulas e Dia dos Pais. Há melhoria, mas nem de longe é para “empolgar o vivente”. Pelo contrário, o mercado interno está machucado, incapaz de absorver mais preço e mais volume;


5)    Do lado de demanda externa, o céu tem nome: CHINA. Aí tem volume a valer e margem ótima para a indústria frigorífica. Sobre os demais mercados: tem alguns razoáveis, mas nada que anime muito ou que sequer chegue perto da margem entregue pela venda para a Ásia. Os volumes embarcados pelo Brasil estão bons, o que é ótimo porque drena produção e evita um encharcamento do mercado interno, fato que seria terrível;

6)    Na esteira, para alguns a arroba teria atingido um piso, mas para outros, há possibilidade de que ela ceda mais um pouquinho, fato que vem ocorrendo na referência paulista dos últimos dias. Tem comprador de boi gordo tentando isso em algumas praças também (por exemplo, em Goiás). Mas, quedas a partir de onde estamos são bem mais difíceis de serem implementadas (ainda que possíveis).

No final do dia, o que nos aparece para o curtíssimo prazo é estabilidade. O boi pode cair mais um pouco? Até pode, mas é difícil! Para o boi subir, acho tão difícil quanto (até mais difícil, por ora). O boi (ainda) está sem força para reagir.

É necessário que aconteça alguma coisa diferente para o mercado respirar para cima de maneira mais intensa e longeva (abertura de mercados e habilitações). A pergunta correta agora não é “se o boi cai mais”, mas sim, “se sobe na entressafra”. Ainda acho que sobe, mas bem menos do que o pecuarista gostaria e do que ele precisaria. Até a próxima!

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Rodrigo Albuquerque

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