A oferta não explica tudo (MiniFront)

  • Por Rodrigo Albuquerque - 28 de Novembro de 2020

Companheira(o) que carrega o pó da viagem,

Por um lado é fato que a temporada de alta da arroba ficou no retrovisor e que recuos em todas as praças do Brasil foram consolidados. Entretanto, também é fato que, até agora, o recuo não foi intenso e abrupto como poderia ser, dado a intensidade da alta ocorrida. Isto é uma fortíssima demonstração de força do boi gordo. A oferta restrita faz toda a diferença aqui.

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Nota-se que o mercado não tem coragem para subir novamente, tão pouco tem peso para furar os suportes inferiores e “derreter”. Isto tem se refletido no mercado físico onde, com alguma frequência, aparecem negócios melhores (em geral oriundos de frigoríficos menores e não exportadores), mas a realidade está cerca de R$ 10 a 20/@ abaixo do nível do início do mês. Consequentemente o Indicador CEPEA/B3 tem oscilado com intensidade, dentro de um canal.

O mercado futuro da mesma forma perdeu sustentação de cerca de R$ 23 no contrato Z20, mas não consegue furar o suporte dos R$ 272,00, apesar da forte volatilidade.

O mercado interno, representado pelo atacado, sinaliza claramente ter perdido o ritmo frenético de alta há exatamente uma semana, mas também não “derreteu”, por dois motivos: 1. Os embarques externos ainda drenam uma boa fatia da desidratada produção de novembro; 2. O mercado interno está respondendo à sazonalidade mensal de virada de mês, ao mesmo tempo que passamos pelo pico de vendas dos pedidos do varejo para nossas festas de final de ano. Os estoques de carne seguem restritos, portanto.


Obs.: veja que a arroba imita o movimento que ocorre no atacado, não por acaso, em nossa visão.

O que se tem instalada então é uma queda de braço gigante entre o pecuarista (refutando preços mais “amassados”) e as indústrias, firmes no propósito de melhorar a margem de abate através de pressão na arroba, pulos, abates menores, férias coletivas, etc.

Para os próximos dias, prevemos uma perda mais contundente de volumes embarcados para a exportação, devido à sazonalidade. Caso esta carne acumule volume significativo e tenha que ser desovada no mercado doméstico após o pico de vendas para o nosso consumo de festas (que ocorre exatamente agora), poderemos ver o atacado ceder de maneira mais importante e aí sim, um maior tombo pode ser imposto à arroba (os frigoríficos menores recuam aí).

Porém caso a baixa produção atual não resulte em volume de carne significativo a ser desovado, o atacado não cederá fortemente e este mercado “brigado” seguirá adiante. Claro que nos últimos 10 dias de 2020, negócios pontuais para cima podem ocorrer, pois a maior parte dos pecuaristas se retira naturalmente das vendas para as festividades. A ver o desenrolar disto, mas tem um cheirinho no ar de que o atacado cede mais... Um abraço e até a próxima semana...

CASO QUEIRA DESFRUTAR O CONTEÚDO DO EPISÓDIO ACIMA, NA FORMA DE ÁUDIO (PODCAST), BASTA APERTAR O PLAY:



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